Sistema tem flexibilidade para alternar vazões de ar entre os ambientes ou áreas

Vazão de ar varia em função das condições requeridas pelo ambiente

Os sistemas de ar variável podem apresentar maior eficiência energética dada a modulação dos equipamentos associados ao conforto térmico dos ambientes. “Sistemas de fluxo variável se adaptam às condições do ambiente a cada momento, aliando conforto e economia de energia. Trata-se ainda de um sistema que proporciona automaticamente o balanceamento e equilíbrio da instalação, além de ser flexível, se adaptando a eventuais mudanças em ambientes que por suas características apresentam variações significativas de carga térmica ao longo do período de funcionamento”, diz Claudio Kun, gerente comercial da Trox do Brasil.

Segundo ele as variações de carga num ambiente podem ser em função da taxa de ocupação, que oscila ao longo do tempo, da carga de equipamentos, ou da posição geográfica da edificação. “No que diz respeito ao conceito da instalação, o sistema VAV trabalha com cargas simultâneas máximas, porém, de forma diferente do fluxo constante, com flexibilidade para alternar vazões de ar entre os ambientes ou áreas. Como exemplo, pode-se imaginar uma edificação que no período da manhã tem uma fachada Leste crítica, passando pela mesma situação na fachada Oeste à tarde. Neste exemplo, o sistema VAV permite deslocar automaticamente a quantidade maior de ar insuflado no lado Leste para Oeste. Importante salientar que cuidados devem ser tomados quanto à distribuição do ar externo, garantindo a quantidade necessária no ambiente, mesmo com sistema operando com as vazões mínimas requeridas para determinado momento. Quanto aos produtos, a caixa VAV trabalha em conjunto com atuadores acoplados à mesma, que recebem sinal de um termostato ou de uma central. Na caixa VAV existem componentes mecânicos que permitem que a automação verifique a vazão de ar a cada momento. O funcionamento da caixa é independente de variação de pressão nos dutos, sendo este um dos aspectos mais importantes desta solução, o que a torna diferente de um sistema simplesmente com dampers motorizados proporcionais, sujeitos à variação de pressão nos dutos”, explica Kun.

Na prática, definida uma vazão de ar em função das condições requeridas pelo ambiente, a caixa VAV é comandada de tal forma que, mesmo sob variação de pressão nos dutos, a vazão de ar insuflado não ultrapasse o estabelecido naquele momento. Isto não ocorre com uso de dampers motorizados proporcionais.

Um fator preponderante, citado por Danilo Decoussau, diretor comercial da Novair, é a quantidade significativa de zonas na instalação; quanto mais os ambientes são divididos, melhor para o fluxo variável. “Os sistemas de volume de ar variável podem apresentar maior eficiência energética, em relação aos sistemas de volume constante, na distribuição do ar, principalmente quando temos cargas parciais durante o período, uma vez que esse sistema pode trabalhar numa determinada faixa de fluxo de um determinado fluido de tal forma a atender pontualmente a demanda de carga térmica, que acarretaria consumo de energia desnecessário, já que sua operação consiste em insuflarmos somente o ar necessário para climatizar o ambiente e também para manter a renovação prevista por projeto e norma”, comenta o diretor comercial da Novair.

Eficiência proporcionada

“Num momento em que o sistema está operando com vazões reduzidas, a pressão interna nos dutos aumenta, sendo indispensável a existência de um pressostato ou componente da automação que comande um ajuste na rotação do ventilador, reduzindo a mesma. Uma parte expressiva do ganho energético se dá com a redução da rotação do ventilador. É este ganho energético; vale lembrar que ao diminuir a rotação do ventilador o ganho no consumo não é percentualmente na mesma proporção da diminuição da rotação. Ao reduzir a rotação em 50%, por exemplo, o consumo cai a 1/8 da potência, ou seja, muito superior aos 50% da rotação”, explica Kun.
Em muitas aplicações VAV, o ar é fornecido para os difusores de ar individuais em uma
pressão constante para manter a velocidade suficiente do ar para insuflar a uma distância no espaço e promover a mistura com o ar ambiente. Neste caso, um difusor de área variável é usado para controlar o fluxo de ar para a zona ao nível necessário para manter a temperatura da zona. “Como sistemas de volume de ar variável são por ventiladores com variadores de frequência, sejam esses externos ou acoplados, pressostatos para medir a pressão no duto enviando o sinal para o ventilador, e caixa de volume de ar variável para insuflar somente a demanda de ar necessária em cada ambiente, sob o ponto vista energético, esses sistemas de VAV se mostram 30% mais eficientes do que os de volume constante. Considerando um andar tipo de edifício comercial, com um ou mais climatizadores, cada um atendendo uma série de zonas alimentadas por sistemas de volume de ar variável, em cada um haverá um sensor de temperatura, sendo este o ponto de controle a ser atendido. Assim, quando a carga diminuir, cada zona vai ter sua necessidade de vazão de ar reduzida proporcionalmente à carga, restringindo o fluxo de ar. Se houver alteração da vazão, o ventilador de insuflação vai gerar um aumento da pressão na descarga e a variação vai retroalimentar o controlador de vazão pressão, reduzindo a rotação do mesmo para manter a pressão no ponto de controle até seu ponto de mínima vazão e rotação”, finaliza Decoussau.

(APBP)

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