A Ecogen Brasil acaba de fechar a compra de uma unidade de eficiência energética da elétrica Light, a Light Esco. A empresa está aproveitando as diversas soluções e projetos relacionados à eficiência energética que estão surgindo no país. O valor da operação, anunciado no dia vinte de março último, foi de R$ 43,4 milhões, e acontece em meio a um amplo plano de vendas de ativos da Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais, controladora da Light, que busca reduzir dívidas.

Esse mercado vem chamando a atenção de grandes elétricas internacionais, que nos últimos anos criaram novas subsidiárias ou fecharam aquisições para entrar no ramo de serviços em energia, como, por exemplo, a Enel, empresa italiana que está investindo na unidade Enel soluções; a francesa Engie, que em janeiro comprou a ACS, empresa brasileira de eficiência energética; e a americana AES, que criou uma subsidiária, a AES Ergos, para crescer no segmento.

“Estamos constantemente atentos ao que está acontecendo nesse mercado e olhando oportunidades. É um mercado que tem crescido muito, e isso é uma tendência que já se verifica em outros países”, comentou Francisco Coccaro, CEO da Ecogen.

Em 2012, a Ecogen foi adquirida pelas empresas japonesas Mitsui & Co e Tokyo Gás. Já em 2016, a Mitsui passa a ter o controle de 100% da Ecogen. A empresa fornece soluções para a indústria e o comércio, que vão desde a instalação de centrais de cogeração para produzir energia e vapor até a implementação de sistemas de energia solar e de geradores. A Ecogen possui, também, uma participação de 50% na Simple Energy, empresa de consultoria e comercialização de eletricidade que atua no chamado mercado livre de energia, onde grandes clientes podem negociar o suprimento diretamente com geradores, ao invés de serem atendidos por empresas de distribuição.

Já foram instalados no Brasil, projetos com capacidade de geração de aproximadamente 200 MW, equivalente a uma usina de médio porte. Com a incorporação dos ativos da Light Esco, a empresa está com projetos focados no estado do Rio de Janeiro. “Isso deve gerar um crescimento de nossa base de ativos, e um crescimento muito sinérgico, que traz ativos interessantes para nós no setor industrial e de shoppings centers. A Light Esco também tem uma equipe técnica bastante boa e que deve agregar ao nosso negócio”, disse Coccaro.

Segundo o último balanço divulgado pela Ligth, a Light Esco teve um lucro líquido de R$ 23 milhões nos primeiros nove meses de 2017. A receita operacional líquida no período somou R$ 39,5 milhões.

Por:Charles Godini

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