O Dia Mundial da Energia, comemorado em 29 de maio, foi criado pela Direção Geral de Energia de Portugal, em 1981, com o propósito de motivar a conscientização civil e política sobre a importância da poupança de energia e do incentivo ao uso de energias renováveis (não fósseis), e para a conscientização das pessoas em fazer a sua parte para evitar o desperdício de energia, aproveitando ao máximo o uso da luz natural (do sol) e comprando eletrodomésticos com classe energética mais eficiente.

Para comemorar o Dia Mundial da Energia, o portal do Centro Sebrae de Sustentabilidade entrevistou Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar-Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Ele é também co-fundador e membro do conselho diretivo do Global Solar Council (GSC), entidade formada pelas principais associações regionais e nacionais, que representa o país em fóruns internacionais sobre o tema. É consultor estratégico para a área de energia solar fotovoltaica junto ao Greenpeace Brasil.

Segundo Sauaia, apesar do enorme potencial do Brasil para a energia solar fotovoltaica, atualmente esta tecnologia é responsável por menos de 1% da geração nacional de energia elétrica – que utiliza fontes hidráulica (73%), térmica (14,6%), eólica (8,2%), nuclear (3,6%),  solar (0,4%) e importação (0,2%), segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no dia 25.05.18 às 14h06.

Nos últimos seis anos, porém, este cenário começou a mudar. Consumidores residenciais e empresariais, além de produtores rurais, começaram a produzir sua própria energia, aderindo aos sistemas de mini e microgeração solar fotovoltaica como fonte renovável e limpa para reduzir gastos e garantir autonomia energética, com retorno de investimento garantido, entre cinco e sete anos. Depois desse período, o consumo tem custo praticamente zero, durante 18 a 25 anos. Só os telhados das casas brasileiras, sem usar nenhum metro quadrado a mais de área, gerariam cerca de 164 GW, mais do que a matriz elétrica atual instalada no país (160 GW).

A tecnologia solar fotovoltaica se tornou mais segura para investir, depois que a Agência Nacional da Energia Elétrica (Aneel) aprovou a Resolução Normativa (RN) 482 em 2012, regulamentando a micro e minigeração distribuída e o sistema de compensação de energia elétrica. Foi uma mudança de paradigma, resume ele. Outras duas resoluções posteriores aprimoraram o assunto: as RNs  687/2015 e 786/2017. Hoje, o país conta com um excelente arcabouço regulatório, que deve ser mantido e avançar ainda mais, diz o entrevistado.

Mais informações e a entrevista completa, aqui (www.sustentabilidade.sebrae.com.br)

Por:Ana Basile

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