A Trensurb – Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre e a Rio Grande Energia – RGE,  assinaram um protocolo de intenções que irá garantir o início do atendimento de uma das principais reivindicações dos usuários do transporte público: a colocação de ar-condicionado em todos os trens. Por meio do programa de eficiência energética, a empresa pretende trocar os motores dos veículos antigos, que consomem muita energia e impedem a utilização do ar-condicionado.
O primeiro passo será a retirada de um dos 24 veículos antigos de circulação, para que seja possível trocar seus motores. Depois, será feita a instalação do ar-condicionado.
A intenção é que ainda em 2019 este trem volte a operar e sirva como modelo para que a Trensurb tenha uma noção de quanto investimento será necessário para realizar todo o processo. Com os custos definidos, a empresa conseguirá projetar quanto precisará para fazer a adaptação nos demais 23 trens e poderá voltar a buscar recursos do projeto de eficiência energética.

Pelo cronograma, após a assinatura, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa aprovar a parceria. Depois disso, um estudo de viabilidade técnica e econômica será desenvolvido pelos técnicos da Trensurb. Quando essa etapa for cumprida, a RGE poderá destinar recursos, a fundo perdido, do Programa de Eficiência Energética, que prevê investimento anual de 0,5% da sua receita líquida operacional no ano. A próxima etapa é a abertura de licitação para contratar a empresa que irá fazer a troca dos motores. Enquanto isso, a Trensurb seguirá buscando verba para a compra dos aparelhos de ar-condicionado. Pela expectativa da Trensurb, quando for possível concluir o serviço em todos os trens, a empresa conseguirá economizar R$ 12 milhões por ano, o que equivale a 30% do que será gasto em 2018, mesmo após a instalação dos aparelhos de ar-condicionado. “Hoje não há energia disponível. Os motores atuais (dos trens antigos) consomem quase toda energia”, diz o diretor-presidente da Trensurb, David Borille.

Dentro do mesmo protocolo de intenções, a Trensurb também está buscando investimento para instalar painéis solares. O primeiro teste será feito na estação Niterói, em Canoas. A estimativa da empresa é que seja necessário R$ 1,5 milhão para fazer a instalação das placas. A projeção atual é que o investimento se paga em até seis anos. Este processo é mais rápido do que a colocação de ar-condicionado nos trens, pois não seria preciso buscar recurso extra para concluir o processo. Concluída essa etapa, a empresa poderá planejar os investimentos nas demais 21 estações.
Atualmente, a Trensurb compromete 50% do seu orçamento em gasto com pessoal. Outros 30% são investimentos na manutenção da empresa. Os demais 20% são referentes aos gastos com energia, que a Trensurb pretende reduzir consideravelmente nos próximos anos, o que ajudaria a evitar reajustes maiores da tarifa.

Fonte: Procel Info

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