Uma forte contaminação pelo fungo Aspergillus SP. trouxe muita dor de cabeça para profissionais do centro cirúrgico de um importante hospital da região metropolitana de São Paulo. Os meios tradicionais de desinfecção não impediam a proliferação do fungo, que já se encontrava em níveis acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O risco de um surto de infecção hospitalar era iminente.

Os gestores do hospital entraram em contato com a Ecoquest, que implantou um plano piloto, no fim de 2018, para tratamento da serpentina do sistema de ar condicionado que atende ao centro cirúrgico. Conhecida pela sigla IUVG (Irradiação Ultravioleta Germicida), a solução adotada reduziu a contaminação em 80%, após dois meses de sua implantação, e reduziu a colônia do fungo a nível inferior ao teto estabelecido pelas autoridades sanitárias.

A serpentina é uma peça importante do ar condicionado, pois é ela que possibilita a troca de calor, enviando ar frio para o ambiente. Mas é ali que se formam colônias de fungos ou bactérias, lançadas para o ar quando o aparelho está ligado. Tradicionalmente, a serpentina passa por um processo de limpeza e higienização com produtos antissépticos. O problema é que esses produtos descontaminam pontualmente, mas as colônias voltam a ser formar até que uma nova limpeza seja realizada.

Além de agir o tempo todo, evitando que os micro-organismos simplesmente sobrevivam dentro do aparelho, a IUVG como solução contribui para redução de custos, como explica um dos diretores da Ecoquest, Frederico Monteiro Paranhos. “Como as colônias deixam de se formar não há mais a necessidade da limpeza mecânica. O gasto com energia elétrica também diminuiu porque uma vez as serpentinas limpas, o sistema de ar-condicionado tem a sua performance aumentada reduzindo assim uma ineficiência energética .”

 

 

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