Acompanhando a evolução do VRF no mercado brasileiro e mundial, não é muito difícil imaginar que em pouco tempo o produto ganhará versões mais acessíveis para a instalação em edificações residenciais e comerciais de pequeno porte, além daquelas já atendidas atualmente. A expansão exigirá uma mão de obra mais capacitada e com discernimento quanto aos materiais a serem utilizados.

Um item essencial, sem dúvida, é a proteção térmica das tubulações. “O isolamento térmico adequado, dimensionado e instalado corretamente é fundamental para garantir a eficiência energética de um sistema VRF evitando que o fluido refrigerante ganhe calor e minimizando a condensação superficial nas longas distâncias percorridas pela tubulação entre as unidades condensadora e de evaporação”, adianta Antonio Borsatti, da engenharia da Armacell.

Rogério Pires, gerente de vendas da Epex, acrescenta que “um bom isolamento térmico (quero me  referir ao biônimo material vs aplicação) somente tem a acrescentar benefícios a qualquer  sistema, como a contribuição para redução das perdas energéticas e, quando falamos especificamente em sistemas VRF,  por tratar-se de sistemas com uma sensibilidade maior, quanto melhor isolado estiver, maiores as garantias de uma boa eficiência e desempenho do sistema como um todo.”

Sendo uma das vantagens do VRF o baixo consumo de energia, quando comparado a sistemas menos sofisticados, é importante alertar que a eficiência só pode ser alcançada se observados todos os detalhes de instalação. “Temos que levar em consideração que o isolamento térmico está diretamente relacionado ao consumo de energia.  Quando usamos um isolamento térmico de qualidade, bem dimensionado e principalmente bem instalado, conseguimos atingir uma das principais vantagens do sistema.  Um sistema bem dimensionado e isolado termicamente também gera economia em manutenção, pois evita que os equipamentos sejam sobrecarregados e trabalhem sempre no limite, pois, como sabemos, a manutenção no sistema VRF exige profissionais mais preparados e qualificados, e isso tem um custo”, explica Ronald Brito, da Isolex do Rio de Janeiro.

Existe unanimidade dos vários fornecedores quanto ao material mais adequado para o isolamento térmico. “Nossa recomendação é pelo uso da espuma elastomérica que, em nossa opinião, tem mais condições de atender a demanda desse tipo de sistema, visto suas características como material isolante propriamente dito e características físicas, intrínsecas ao material espuma elastomérica”, defende Pires.

Borsatti concorda. “É o tipo recomendado para sistemas VRF, visto que a tubulação do sistema está distribuída ao longo de grandes distâncias por toda a edificação, normalmente em entreforros, requerendo um material que tenha alta resistência térmica, com espessuras adequadas para mitigar a condensação superficial em todas as regiões do país, resistência à difusão de vapor d’água suficientemente alta para dispensar o uso de barreiras de vapor adicionais, o que possibilita uma instalação mais rápida e limpa.”,

Mesmo fácil de instalar, o material pede alguns cuidados. “Primeiro e fundamental cuidado é o selecionamento correto da espessura do material isolante, e que preferencialmente o material isolante seja a  espuma elastomérica, lembrando que não é possível generalizar uma espessura que atenda a todas as regiões e regimes  a que o equipamento pode ser submetido;  assim, deve-se sempre recorrer  ao selecionamento da espessura. Para auxiliar nossos clientes,  a Epex dispõe de um programa de cálculo online,  disponível em nosso site, que permite o correto dimensionamento da espessura também para sistemas VRF;  o segundo, e não menos importante, é a correta  junção dos tubos isolantes com o correto adesivo, de forma a não permitir nenhuma  brecha ou abertura por onde possa haver acesso do ar externo à tubulação de cobre, evitando a condensação e o possível acúmulo de água”, alerta o gerente da Epex.

Borsatti também alerta para o correto dimensionamento, acrescentando que “no momento da aquisição do isolamento deve-se tomar cuidado com a compatibilidade entre todos os materiais e acessórios complementares. A aplicação deve ser feita por profissionais capacitados, seguindo todos os procedimentos recomendados pelo fabricante do material, principalmente no aspecto de garantir a espessura e a selagem/colagem de todas as juntas, garantindo a estanqueidade contra a infiltração de umidade entre a tubulação e o isolamento.
Por fim, conforme a regulamentação vigente no país, há de ser estabelecido no Plano de Manutenção Operação e Controle (PMOC) a inspeção periódica do isolamento térmico da instalação e ações corretivas para assegurar a integridade e desempenho do sistema de isolamento térmico ao longo do tempo.”

Ronald Brito defende o aprimoramento da mão de obra para a aplicação do isolamento. Exemplifica com feiras europeias que abrigam operações de aplicação ao vivo, numa verdadeira competição pela excelência. E recomenda que “além de treinamento constante dos funcionários na instalação e montagem do isolamento térmico, material apropriado de qualidade e bem dimensionado. Não se esquecendo também do uso do suporte, evitando assim o esmagamento do isolamento térmico e, em caso de tubulação externa, sempre usar um revestimento para proteção do isolamento contra raios ultravioleta e intempéries, seja Fibra-Flex, IsoClad, Aluminio Liso, Aço Inox, Tintas Especiais etc. Sempre dar uma maior atenção ás curvas, válvulas, flanges, tês etc. pois são pontos críticos que sempre descolam e geram condensação, requerendo maior atenção e dedicação na fabricação e montagem das peças.”

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Da redação

 

 

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