Murilo Leite, da Munters, alerta que em muitos projetos de AVAC para ambientes hospitalares o volume de ar externo demandado pode ser significativo. Assim, em função da eficiência, é recomendada a utilização de Sistemas Dedicados de Ar Externo (DOAS, do inglês). “Essa estratégica de climatização também é conhecida como desacoplamento de cargas.”

Para que estes sistemas sejam realmente eficientes Leite diz ser importante observar alguns fatores:

– Prever tratamento adequado de todo o ar de renovação (ar primário), isto é, dimensionar o sistema levando-se em consideração os dados climáticos e características do lugar da aplicação. O equipamento deverá ter capacidade suficiente para combater toda carga sensível e latente do ar externo, assim como possuir filtragem apropriada;

– É importante que os DOAS sejam capazes de desumidificar o ar externo alcançando pontos de orvalho abaixo dos set-points previstos para os ambientes interiores. isso permite que os outros sistemas de climatização fiquem dedicados apenas ao controle do calor sensível;

– É importante também analisar a viabilidade da aplicação de economizadores ou recuperadores de energia no fluxo de ar primário. Há sempre uma maneira para reduzir o custo operacional dos sistemas de ar condicionado;

– Algumas vezes pode ser necessário o reaquecimento do ar primário para evitar resfriamento em excesso do ar interno;

– Quando apropriado, prever a aplicação de equipamentos redundantes.

 

Veja também :

Temperatura, umidade e distribuição do ar em ambientes hospitalares;

Limites para a aplicação de tecnologias para conforto em hospitais e a eficiência energética;

Normas para a construção e montagem de dutos;

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