Aquilo que vinha sendo advogado pelas principais entidades do AVAC em todo o mundo, como Ashrae, Rheva e Abrava, foi confirmado por um manifesto de dezenas de cientistas direcionado à OMS. O Sars-CoV-2 é disseminado pelo ar através de partículas de menor tamanho que permanecem mais tempo em suspensão e atingem distâncias mais longas.

Como explica o engenheiro Marcos Santamaria Alves Corrêa, o Santamaria, especialista da Indústrias Tosi, o papel da ventilação é, assim, trabalhar pela diluição da carga viral. “O vírus tem a sua letalidade condicionada pelo tamanho da carga viral, pelo tempo que a pessoa se expõe e, finalmente, pelas condições de imunidade. A ventilação age nas duas primeiras situações no sentido de reduzir a carga viral através da diluição pela renovação do ar e pela filtragem, retendo o vírus condicionado em partículas maiores.”

No caso de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, explica Santamaria, as salas cirúrgicas já são equipadas com filtração em cascata: média, fina e absoluta. Já nos quartos de internação não existe este grau de filtração, fazendo-se necessária a pressão negativa como forma de impedir a disseminação do vírus. “A Tosi lançou no período dois produtos para serem instalados emergencialmente nos quartos com o objetivo de criar pressão negativa e fazer o expurgo do ar, que deve passar por filtração absoluta”, diz ele.

Santamaria adiciona outras tecnologias ativas que podem ser utilizadas para tornar o vírus inativo: a luz ultravioleta germicida e a ionização fotocatalítica. E acrescenta que os equipamentos portáteis a serem utilizados para a circulação do ar de renovação e filtração absoluta também são recomendados para ambientes de uso público que carecem de correta renovação do ar de interiores.

Assista à entrevista completa do especialista da Indústrias Tosi acessando o vídeo.

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