É o tema da mesa-redonda que a Nova Técnica Editorial, responsável pela revista Abrava+Climatização e Portal EA, organizará no próximo 2 de setembro, quarta-feira. O evento, protagonizado por Robert van Hoorn, diretor da Multivac Ventilação, e Marcos Santamaria Alves Corrêa, das Indústrias Tosi, debaterá cases de instalação de hospitais de campanha e adaptação de instalações existentes.

Um dos cases será a iniciativa da Associação Expedicionários da Saúde (EDS), instituição criada em 2003 com o objetivo de levar atendimento médico para as comunidades indígenas na Amazônia. Em abril deste ano, frente à pandemia, a instituição criou a Missão Covid-19. Uma das primeiras ações foi instalar e equipar um Pronto Atendimento móvel como apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Passo seguinte, assumiu a liderança da construção de um Hospital de Campanha de cuidados semi-intensivos entregue, em regime de concessão, à gestão da Prefeitura de Campinas, através da Associação Mario Gatti.

O local escolhido para a construção do hospital de campanha foi a sede dos Patrulheiros de Campinas, instituição dedicada ao ensino profissionalizante de jovens. As instalações, que começaram a operar no final do mês de maio, são direcionadas ao pré-atendimento e atendimento semi-extensivo, ainda que preparadas para receberem UTIs. Como a Patrulheiros de Campinas encontra-se em zona urbana relativamente adensada, a preocupação concentrou-se no tratamento do ar de expurgo. A urgência da obra, que deveria ser executada em uma semana, determinou a solução.

A Multivac propôs um sistema composto de ventiladores do tipo AXC insuflando diretamente nos leitos. Para evitar o risco de contaminação do entorno pelo ar exaurido foi desenhada uma caixa de filtragem com filtros HEPA. Como o AXC não possui pressão suficiente para vencer a filtragem HEPA, foi instalada uma caixa de ventilação do tipo VXM com capacidade de 20.000 m3/h, equipada com motor eletrônico, que aspira o ar, em combinação com a bateria de AXC, resultando em 20 renovações de ar por hora, com injeção de 400 m3/hora por leito.

O resultado é um sistema cascata de pressão, dos leitos para os corredores que, com a combinação dos dois tipos de ventiladores, impede um curto-circuito, mantendo a pressão negativa do ambiente e evitando a contaminação do entorno. Os próximos leitos, por estarem situados nas salas de aulas, contarão apenas com os ventiladores AXC, em número de dois por leito e trabalhando em série.

A Indústrias Tosi, por sua vez, no início da pandemia doou equipamentos para adaptar o Hospital Municipal de Cabreúva, onde localiza-se seu parque fabril, para o tratamento de infectados pelo Sars-CoV-2. Sabe-se que Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS), tanto para ambientes protetores, que acomodam pacientes imunocomprometidos e, portanto, pedem pressão positiva, quanto para ambientes de isolamento de infecção por aerossóis (AII), que trazem risco de disseminar o vírus para o entorno, e exigem pressão negativa, são requeridos equipamentos especiais de ventilação.

Neste sentido, a Tosi criou uma linha especial com destaque para as caixas de ventilação, horizontal e vertical, especialmente desenvolvidas para adequar-se às instalações já existentes e aos hospitais de campanha, que promovem o total expurgo de ar contaminado protegendo pacientes e o entorno, equipadas com filtros G4 e ISO 35H (HEPA 13). Ainda nesta linha, a empresa apresentou o equipamento portátil, com pressão normal e pressão negativa para climatização local, com filtragem absoluta e indicado para cabanas e tendas de campanha. A linha para aplicações especiais, tanto na indústria farmacêutica, quanto em instalações hospitalares, é complementada pela série TEX, pelos fancoletes hospitalares, com filtragem absoluta, e pelos difusores para salas cirúrgicas.

As inscrições para o evento podem ser feitas pelo link: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_3s-Vras9SH2U2clm8upFUw

 

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