Água
Águas Pluviais e Tratamento de Efluentes
Quando e Como Fazer
postado em: 29/07/2014 12:23 h atualizado em: 30/07/2014 11:03 h

É cada vez mais corriqueiro falar em captação e reaproveitamento das águas pluviais. Não há empreendimento que se imagine sustentável que não possua o seu sistema, independente do uso, se industrial, comercial ou residencial. Fabricantes de diferentes matizes lançam uma infinidade de equipamentos e componentes. Mas será que é sempre interessante? Afinal, a estratégia rende pontos nos vários referenciais de certificação. Mas é só isso?

 “A questão das águas sempre terá que atender às normas. Mas a decisão estratégica relativa ao aproveitamento de água pluvial ou de tratamento de efluentes, é pensar em um balanço hídrico. O que é isso? É entender quais são as fontes. Os usos previstos nesse prédio, qual é o uso previsto para sanitário, para chuveiro, para torneira, para cozinha, para irrigação, etc. Em um prédio sem jardim, não faz sentido pensar em captar água para irrigação. Esse mesmo prédio pode ter uma área de cobertura muito pequena em proporção ao volume de pessoas que o ocupam. Compare-se um prédio comercial, e existem muitos exemplos em São Paulo, com uma laje de 1.000, 2.000 ou 3.000 m2, ocupado por seis mil pessoas, a um galpão com 50.000 metros quadrados de cobertura e uma ocupação de 300 pessoas. É de se esperar que o uso sanitário de banheiros seja ao contrário, mas no galpão você terá uso de chuveiro. Então é importante, para entender qual é a estratégia que adotaremos de captação, ou não, de água pluvial, tratamento, ou não, de efluentes, qual é o balanço hídrico que estamos propondo para aquele projeto? Essa é uma informação básica para a tomada de decisão, entender aonde pretendemos chegar”, afirma David Douek, diretor de desenvolvimento da Otec.

Quando se pensa em balanço hídrico, portanto, é imprescindível pensar não só na captação de água de chuva, mas também no tratamento de efluentes e, muitas vezes, principalmente em estratégias de retardo. Com relação ao tratamento de resíduos, temos também de estabelecer o que há para ser tratado. Numa indústria, por exemplo, muitas vezes a necessidade é apenas de devolver a água para o leito do rio de onde foi retirada para servir ao processo industrial. “Quando falamos de efluentes residenciais, ou mesmo comerciais, estamos mais preocupados com o tratamento do efluente orgânico. Então são as duas linhas que eventualmente também irão decidir que tipo de tratamento eu preciso, e qual reuso, para qual tipo de reutilização eu vou poder de fato adotar aquele efluente tratado ou a água pluvial”, continua Douek.

 No caso das águas pluviais, a norma determina que a água seja captada na cobertura, sendo vedada a captação no piso. O tratamento a ser dado, neste caso, seria uma filtragem mais simples, mas, por não se tratar de água potável, o reuso é limitado.

Condições climáticas e viabilidade econômica

Mas nem sempre o balanço hídrico é o único referencial para a tomada de decisões. “Por vezes você fala: ‘vou fazer uso de água de chuva’, mas chove tanto naquele local que a vegetação é autossuficiente, não precisa de irrigação. A decisão vai levar em conta, além do balanço hídrico, as condições climáticas da região. Nós falamos: ‘poxa, no sertão tem reuso de água, mas chove tão pouco...’, exatamente por isso. Eu terei um período de estiagem, mas a água que cair naquela região eu vou procurar reutilizar. Uma outra possibilidade, dependendo do tipo de uso, é captar uma parcela da água pluvial, um percentual da área de cobertura, suficiente para atender uma determinada demanda prevista. Temos que considerar que se for para uso sanitário teremos que ter uma tubulação independente de reuso para atender aquela situação, isso também irá definir a estratégia de projeto, de custo, para inserir ou não um sistema. E um terceiro fator que eu acho que vale a pena ser destacado é se eu tenho área suficiente para a instalação de um sistema de captação de água pluvial, tenho área suficiente para instalar uma ETE... A Otec está envolvida em alguns empreendimentos hoje, em que a estação de tratamento de efluentes não é uma opção, é uma exigência para aprovação do projeto. Só que uma vez que eu já tenho uma ETE prevista, o reuso da água faz total sentido, o adicional para fazer a reutilização é bastante insignificante em relação ao custo do projeto. Mas se estamos falando de um pequeno prédio comercial, inserido em um contexto urbano, em que a minha caixa de captação de água pluvial vai ocupar o lugar de duas ou três vagas de garagem, às vezes isso pesa até no projeto de incorporação. Mais uma vez caímos na questão da viabilidade econômica de implantação desta medida, que é mais uma das variáveis que levaremos em conta na hora de decidir se vale ou não vale a pena a gente colocar sistema de captação de água pluvial e sistema de tratamento de efluentes”, diz Douek.

 Não raro é possível integrar as soluções. “Se percebermos que em determinado projeto a probabilidade de geração de efluentes atenderia, com o tratamento, ao volume de água esperado. Por exemplo, se o prédio gera efluentes todos os dias, então não irá faltar água tratada. Esse é outro aspecto: se o volume se justificar, às vezes compensa utilizar essa porção de efluentes tratados para realimentar uma parte do processo”, defende o consultor da Otec.

Principalmente se a irrigação se faz necessária e a grama plantada for do tipo Esmeralda, que não é desejável do ponto de vista de sustentabilidade pelo fato de demandar grande consumo de água, mas, por outro lado, é possuidora de propriedades de contenção de solo. “Então nesse caso vale a pena utilizar essa água tratada para irrigação e não, eventualmente, captar água de chuva, uma vez que o volume pode não ser suficiente. É um castelo de cartas do ponto de vista de estratégia de decisão. Não tem uma receita, mas as variáveis ajudam na tomada de decisão”, completa Ana Judite G. Limongi França, diretora técnica da Otec.

Guido Petinelli, da Petinelli Inc., empresa de consultoria em sustentabilidade, com escritórios em Curitiba e Porto Alegre, lembra que a água da chuva também pode ser utilizada em torres de arrefecimento de sistemas de ar condicionado central; e, em instalações industriais, em sistemas de resfriamento e aquecimento, lavagem de gases e para processo. “Além de contribuir na redução do consumo de água potável para fins menos nobres, a utilização de água de chuva também contribui para minimização da água encaminhada ao sistema público de drenagem, evitando enchentes”, esclarece.

Petinelli defende que “a escolha pelo aproveitamento de água de chuva é preferível durante a concepção do projeto, mas também tem sido constatada a viabilidade de implementação de sistema de captação de água de chuva em empreendimentos existentes. Principalmente, quando a pressão na rede é suficiente para abastecer o reservatório superior, de forma que o reservatório inferior possa ser utilizado para armazenamento de água de chuva.”

Tratamento e reúso

O diretor da Petinelli afirma não haver restrição para captação de água de chuva, “mas recomenda-se que a água dos primeiros minutos de chuva seja descartada, pois ela está carregada de impurezas da troposfera e da superfície de captação (telhado, laje, etc.). A NBR 15.527/2007 recomenda que sejam descartados pelo menos 2 mm por dispositivo automático.O aproveitamento dependerá do nível de qualidade de água necessário, que está diretamente relacionado  ao tratamento viável de ser implantado para atender as necessidades de uso.”

Quanto à utilização, ele argumenta que “em edificações industriais e comerciais a água de chuva pode suprir todos os usos que a água da rede proporciona. Nas residências o que pode inviabilizar alguns casos é o nível de tratamento necessário para utilização da água. Para utilizar em descargas, irrigação, lavagem de roupa, de piso e de carro, não é necessário nenhum tipo de desinfecção, desde que respeitado o descarte da primeira parte da chuva e a manutenção e limpeza da cisterna. Alguns estudos apontam que a desinfecção da água pela combinação: cloração, ozônio e/ou Ultra Violeta (UV), garantem qualidade de água superior à água da rede pública, que passa por tubulações e cisternas antigas”, completa.

Opinião semelhante é defendida por Paulo Rogério Fernandez, diretor do Grupo Zeppini, empresa que, através de sua divisão Hydro Z, oferece soluções para captação e tratamento de água. “Para fazer a desinfecção, você adiciona cloro. Se deixar aquela água parada 15 dias, o cloro perde a eficácia. Desse modo você capta a água e vai tratando de acordo com o perfil do seu consumo. Então o nível do tanque irá mudar constantemente, e você não pode ficar gerindo essa mudança, ligando e desligando a bomba quando necessário. A automação do próprio sistema, que pode ser integrada em um segundo momento de automação, traz a possibilidade, por exemplo, de numa situação em que o nível de água do tanque diminuiu, seja feita uma escolha de onde tirar água, do tanque de captação da chuva, do poço artesiano ou da tubulação da rua, para citar uma situação. Ou seja, todas estas partes são automatizadas e, mais importante, integradas entre si.”

Fernandez concorda que o importante é adotar “soluções integradas que proporcionem um balanço hídrico para o empreendimento, seja uma residência ou uma fazenda. Esse é, na minha opinião, o grande diferencial de nossas propostas: nós pensamos por partes, todos os produtos trabalham de maneira muito integrada, quase um plug and play, de maneira que nós temos um suíte de produtos que achamos bastante interessante.”

A Hydro Z, segundo seu diretor, oferece um sistema que dispensa, inclusive, a necessidade de descarte da água captada. “É usado um filtro de areia, seguido de uma cloração, e a água é disponibilizada para uso. O filtro de areia é formado por diversos tipos de leitos, de camadas. São diversas camadas, com componentes diferentes. Essa água que chega já é uma água de lavagem, lavou a atmosfera, o telhado, as calhas, etc. Então decidimos investir um pouco mais nessa filtragem, o que torna desnecessário esse descarte. Mesmo a cloração é automática, existindo apenas a necessidade de colocar as pastilhas.” Ele esclarece que esta água,”segundo a norma, pode ser usada para descarga, irrigação, lavagem de pisos, abastecimento de piscinas e até lavagem de roupa”.

No entanto, Douek alerta para o custo da instalação. “O interessante de reaproveitamento de água pluvial é a facilidade, o baixo nível de tratamento necessário para reaplicar essa água. Uma vez que você complica o processo de tratamento dessa água, você tem que reavaliar a viabilidade econômica dessa solução. Tem que estar claro que o conceito é ter um processo simples de reutilização de água.”

A opinião é compartilhada por Jack M. Sickermann, Consultor de Projetos da Acquasave, com o argumento de que “normalmente numa casa a demanda por água não potável é quase igual ao volume de chuva que pode ser captada. Daí potabilizar seria um gasto que não se justifica. Por outro lado, quando o dono do imóvel passa a potabilizar sua própria água, ele torna-se também responsável pela sua qualidade e segurança. Qualquer problema poderia então ter sérias consequências para ele.”

A opinião é compartilhada por Jack M. Sickermann, Consultor de Projetos da Acquasave, com o argumento de que “normalmente numa casa a demanda por água não potável é quase igual ao volume de chuva que pode ser captada. Daí potabilizar seria um gasto que não se justifica. Por outro lado, quando o dono do imóvel passa a potabilizar sua própria água, ele torna-se também responsável pela sua qualidade e segurança. Qualquer problema poderia então ter sérias consequências para ele.”

Legenda: Cisterna horizontal de alta resistência, da Fortlev

Instalações

Petinelli alerta para a necessidade da “instalação hidráulica do sistema de captação de água de chuva ser independente da instalação hidráulica de água potável, da rede, justamente para evitar qualquer tipo de contaminação. As instalações hidráulicas devem ser claramente diferenciadas, com cores e placas nos pontos de consumo. Em empreendimentos industriais e comerciais também é comum o uso de torneira de uso restrito”.

Por outro lado, todos os pontos de consumo abastecidos por água de chuva devem ser supridos por água potável em períodos secos, existindo sistemas automáticos para garantir esse abastecimento contínuo. “O exemplo mais comum é utilização de uma boia no reservatório de água de chuva que, ao chegar a um nível baixo, aciona uma bomba conectada ao reservatório de água da rede que enviará a água para suprir a necessidade”, explica Petinelli.

No caso do sistema oferecido pela Hydro Z isto é feito por meio de eletroboias. “Quando não tiver água da chuva, o painel irá mandar água da caixa, e vice versa. A situação já está toda automatizada, para captação, tratamento e uso da água da chuva, porém com alternativas para uma situação em que ela não seja suficiente. Será usada água da chuva, mas com um respaldo da água da rua, ou de um poço mais a água da rua, ou água proveniente de reciclagem. O seu reservatório estará sempre enchendo, seja com água da chuva ou de outras fontes”, diz o diretor da empresa.

Os reservatórios de água de chuva devem ser protegidos contra a incidência direta de luz solar e do calor para evitar a proliferação de algas, além de conter dispositivos que impeçam a entrada de animais, como telas e grades. “Os reservatórios devem ser higienizados anualmente, de acordo com a NBR 5626/1998. A pressão da água que entra no reservatório não pode ser elevada, para evitar a suspensão de partículas depositadas no fundo do reservatório, assim como a tubulação de saída deve ser instalada próxima a superfície, numa altura próxima de 15cm para evitar o transporte desses sedimentos”, alerta Petinelli.

   

Legenda: Estações compactas de tratamento de esgoto domiciliar  - ETE Fortlev, com reator anaeróbico e filtro anaeróbico

Sickermann, da Acquasave, defende que “a melhor forma de estocagem desta água após a filtragem é a cisterna no subsolo, longe dos raios do sol e com temperatura amena. Dependendo do uso pretendido e a critério do responsável, pode ser recomendável instalar um dosador de cloro na saída da cisterna, por exemplo, num hospital. O nosso sistema tem quatro estágios de melhora da qualidade desta água e, corretamente instalado o sistema, a água servirá para todo tipo de uso não potável, inclusive em processos industriais, como caldeiraria, tratamento de metais e refrigeração.”

Para a armazenagem, por exemplo, a Fortlev oferece uma série de cisternas para fazer a captação e o manejo das águas pluviais, desenvolvidas em polietileno, “atendendo os diversos tipos de especificidades de projetos e necessidades”, segundo informações da empresa. Na última Feicon a empresa apresentou uma cisterna horizontal que permite a instalação na presença de lençol freático. Segundo informações da assessoria de imprensa, o produto não necessita de alvenaria, a escavação é rasa e pode ser instalada em locais com tráfego de carga, como garagens, suportando até 2.500 kg de carga e com capacidade para armazenar 5.000 litros.

Tratamento e reuso da água de esgoto

Com relação ao tratamento de efluentes, químicos ou biológicos, tudo depende da necessidade existente. Como já foi dito acima, por vezes a necessidade é apenas dar um tratamento na água para devolvê-la ao leito do rio. Em outras, quando não existe rede de coleta de esgoto, trata-se de criar mecanismos para fazer o que a própria natureza faria.

Douek cita o Centro de Cultura Max Feffer, em Pardinho, do qual foi consultor, que usa um pouco comum sistema de raízes para o tratamento de esgoto. “A estação de raízes é um conceito interessante de tratamento, porque o tratamento de efluentes pode ser entendido como uma compactação, em termos de espaço e de tempo, do que se faria naturalmente na Natureza. A estação de raízes é uma das estratégias possíveis de tratamentos de efluentes, em que a área da cobertura recebe um tratamento paisagístico, em que as raízes promovem o desenvolvimento das bactérias que fazem a decomposição dos efluentes, e por isso tem um papel sustentável não só do ponto de vista do processo biológico que faz o tratamento, como também por não necessitar de energia elétrica para fazer esse tratamento, como seria em algumas grandes estações de tratamento industriais.”

A diretora técnica da Otec desmistifica: “Não estamos nem falando em áreas de invasão, e sim de empreendimentos, de loteamentos em áreas que não têm um tratamento de esgoto adequado. Nesses casos a solução de baixo custo é fazer uma fossa séptica com pneus, para delimitar a área onde ocorrerá a decomposição do efluente e, sobre essa área, são plantadas espécies com folhagem que permitem a transpiração do liquido que vai sendo absorvido pela plantação.”

França explica que nesses casos está se usando “a evaco-transpiração, a fossa com um sistema de plantio de espécies que tenham folhas grandes, por exemplo, lírios ou outras folhagens que possam permitir a evaco-transpiração desse efluente e também o seu tratamento, da mesma maneira que temos o tratamento da fossa séptica, mas o residual, em vez de acumular ali, acabará sendo transpirado por meio das folhas e evaporando.”

 “Os esgotos domésticos e industriais podem ser tratados e reutilizados. Existem sistemas de tratamento compactos que podem ser alocados em áreas reduzidas com capacidade de tratamento de diversos volumes independente do tipo de efluente”, explica Petinelli. Uma Estação de Tratamento de Efluente (ETE) é composta de: pré-tratamento (gradeamento e desarenação), tratamento primário (floculação e sedimentação), tratamento secundário (processos biológicos de oxidação), tratamento do lodo e tratamento terciário (polimento da água). Sendo que as ETEs compactas são compostas de reatores anaeróbios, filtro aeróbio, tubulação de biogás, retorno de lodo e tanque decantador e de desinfecção.

O tratamento de esgoto utiliza processos físicos, químicos e/ou biológicos. É composto das seguintes etapas, a depender do grau eficiência desejado:

- preliminar, com a remoção de grandes sólidos e areia;

- primário, com a remoção de sólidos em suspensão e matéria orgânica;

- secundário, onde se remove sólidos, matéria orgânica e nutrientes por processo biológico;

- terciário, com a remoção de nutrientes e compostos tóxicos;

- desinfecção, que elimina microrganismos patogênicos.

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Petinelli explica que, de acordo com o item 5.6.2 da NBR 13.969/97, a água proveniente de tratamento pode ser usada em lavagens de pisos e calçadas; irrigação de jardins e pomares; manutenção das águas nos canais e lagos dos jardins; em descargas dos banheiros, etc. Não deve ser permitido o uso, mesmo desinfetado, para irrigação das hortaliças e frutas de ramas rastejantes, como melão e melancia. Admite-se seu reuso para plantações de milho, arroz, trigo, café e outras árvores frutíferas, via escoamento no solo, tomando-se o cuidado de interromper a irrigação pelo menos 10 dias antes da colheita.

Para Douek existe muito preconceito com relação ao resultado do que se pode obter em termos de qualidade da água após o tratamento. “Se você for falar com algumas empresas de efluentes, elas mostrarão gente bebendo água tratada em lugar da água do rio, pois eles confiam mais no tratamento. Mesmo pegando água negra, tratando extensivamente, a água obtida depois é tão limpa, que é mais confiável. A questão toda é: qual é a garantia de manutenção do sistema, de operação e controle principalmente. Não dá para dizer que porque o sistema foi implantado de maneira adequada ele vai garantir essa condição, se ele não for operado de maneira adequada. Aí está o risco. Mas de fato não haveria por que não utilizar essa água tratada.”

Finalizando, França, da Otec, defende que “quando se fala de certificação, no caso do LEED, não podemos falar só em captação, temos que falar em gestão da água. Não entra só a economia de água, também falaremos dos créditos de gestão de água pluvial, da implantação sustentável. Dependendo do tipo de terreno, da implantação que estamos fazendo, às vezes se você está preocupado com uma redução da taxa de runoff, e fizer uma caixa de retardo, você pode pensar também em utilizar isso como uma fonte de captação de água, para que faça parte da estratégia de contenção das águas pluviais e, aí sim, promover o reúso de água pluvial como fator de economia de água potável para irrigação e para as instalações prediais.”

Ronaldo de Almeida

ronaldo@nteditorial.com.br

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