Arquitetura
Um recurso cada vez mais próximo do fim
Fontes alternativas e estratégias de uso racional em edificações amenizam os problemas
postado em: 07/05/2015 17:19 h atualizado em: 15/05/2015 11:33 h

É consenso que a construção civil tem um papel muito importante na conservação dos recursos hídricos em duas vertentes. A primeira, por sua capacidade de projetar e executar obras necessárias para a adaptação do ambiente (construído) às mudanças climáticas, como, por exemplo, obras de contenção, drenagem, captação de água de chuva, reúso de água, etc. A segunda, por construir novos empreendimentos que incorporem soluções para a redução e melhor aproveitamento no uso da água. A gerente de Marketing da Hydro Z, Solange Zeppini, explica que há diversas alternativas para o consumo racional dos recursos hídricos, podendo ser adotadas já no momento da construção de um empreendimento e entregues aos proprietários como parte da edificação. "Ao planejar um novo empreendimento, considerando o uso de sistemas para aproveitamento de águas pluviais ou reúso de águas cinzas, a implementação é muito mais simples e viável em termos de custos do que quando necessária uma adaptação por parte do usuário após a obra estar concluída. Neste caso, é necessário um esforço conjunto entre construtoras e empresas desenvolvedoras de tecnologias para o consumo racional de água, para que as soluções possam ser desenvolvidas com base nas demandas tanto do projeto como do usuário", diz Solange.

Para a professora associada do Departamento de Engenharia de Construção da Poli-USP - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Lúcia Helena de Oliveira, em uma análise sistêmica pode-se afirmar que os recursos hídricos devem ser gerenciados em três níveis: macro (sistemas hidrográficos), meso (sistemas urbanos de abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário) e nível micro (sistemas prediais). Eles interagem continuamente, ou seja, a água captada no nível macro é tratada no nível meso e fornecida ao nível micro. Retornando o ciclo, á água utilizada no nível micro é tratada no nível meso e devolvida ao nível macro.  "A construção civil tem papel fundamental na conservação de recursos hídricos, uma vez que toda ação realizada no nível do edifício trará impactos para o nível dos sistemas públicos e dos sistemas hidrográficos. Assim, se aumentarmos o consumo de água nos edifícios, as demandas de energia e de insumos para o tratamento de água serão maiores, e maiores serão os volumes de esgotos que necessitarão de maiores quantidades de energia e de insumos para o tratamento, aumentando os impactos ambientais", esclarece Lúcia.

A conscientização

É preciso, insistentemente, criar, adotar e divulgar campanhas, programas de conscientização e medidas pontuais e específicas em todos os meios de comunicação. Os órgãos públicos são fundamentais nessa questão, mas isso tudo não será possível sem a participação dos mais interessados, a população.

O SindusCon-SP – Sindicato da Construção – tem promovido programas e ações em áreas como gerenciamento de resíduos da construção; utilização de madeira legal; conservação e reúso de água; eficiência energética; e descontaminação de terrenos. Segundo José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, o sindicato produz manuais de orientação sobre todos estes temas. "Hoje, no Estado de São Paulo, possuímos um Sistema de Gerenciamento de Resíduos Online, inicialmente voltado à construção (parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Participamos também de outros programas que envolvem o governo e a iniciativa privada, como, por exemplo, Madeira é Legal, voltado ao uso responsável de madeira pelo setor e de combate ao desmatamento ilegal; e o Selo Procel, de conservação e etiquetagem energética, do Ministério de Minas e Energia. Além disso, participamos de diversos fóruns em níveis municipal, estadual e federal, voltados ao debate e à implementação de medidas de estímulo à construção sustentável e ao combate às mudanças do clima. Nossa atuação tem obtido sucesso por sempre estar baseada na conjugação de inovação técnica, viabilidade econômica e repercussão positiva na esfera socioambiental. Ao mesmo tempo, temos demonstrado a legisladores que impor à construção determinadas práticas para suposta proteção do meio ambiente, sem embasamento técnico, pode onerar desnecessariamente o setor e encarecer os preços das obras públicas e privadas, não atingindo os efeitos desejados. Todas estas ações beneficiaram um grande número de construtoras e vêm se multiplicando por todo o país", explica Ferraz Neto.

José Romeu Ferraz Neto, Presidente do SindusCon-SP

Em 2005, o SindusCon-SP, juntamente com outras entidades, elaborou um manual de conservação e reúso da água em edificações que, em junho, irá comemorar 10 anos. Após uma década, segundo Ferraz Neto, ele continua atual. "Durante a sua elaboração contamos com a participação de especialistas que apresentavam naquele momento a visão de que já seria possível a implementação de práticas que levassem ao uso racional da água. Estamos elaborando uma nova versão deste manual em conjunto com a Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ele será lançado ainda neste semestre, sendo que as informações nele contidas são válidas e totalmente aplicáveis ao momento atual. O que estamos fazendo é uma simplificação para tornar a leitura mais objetiva e atualizando com novos exemplos de práticas bem sucedidas", diz Ferraz. Para Gabriel Pontes Júnior, gerente de Marketing e Administração de Vendas da Divisão Técnica da Eternit, a conscientização em processos construtivos é responsabilidade do profissional técnico, pois há uma grande resistência em substituir blocos cerâmicos e de concreto que utilizam uma grande quantidade de água. O convencimento deve ser feito através de argumentos funcionais da construção, sempre positivos, como, por exemplo, mostrar que os sistemas construtivos - Steel Frame - reduzem as etapas de fabricação e montagem, minimizando o trabalho improdutivo, bem como as tecnologias que aplicam produtos pré-industrializados, nesse caso, sem o uso de água nas suas etapas, e tem como principal objetivo a aplicação direta na obra com mínimo de preparo antes da montagem e com maior rendimento de instalação. No que se refere à utilização dos edifícios, a responsabilidade fica a cargo da indústria. Segundo Júnior, muitas já estão fazendo e transmitindo benefícios que podem ser alcançados com a utilização correta de cada produto ou equipamento. Cabe, no entanto, um trabalho contínuo, e não apenas no auge de uma crise. Os resultados são a longo prazo, e não imediatos.  

Gabriel Pontes Júnior, Gerente de Marketing e Administração da Divisão Técnica da Eternit

A diretora técnica da Infinitytech Engenharia e Meio Ambiente, Virgínia Dias de Azevedo Sodré, fala sobre um ponto muito importante e que os profissionais não estão dando a devida atenção, a informação. O usuário precisa de informação, de treinamento. Existem vários estudos mostrando que a mudança de cultura é um ponto de fundamental importância para uma gestão efetiva de água. De nada adianta, por exemplo, ter uma válvula hydra dual flush se o usuário não sabe utilizar. “É comum escutarmos relatos de pessoas que na dúvida apertam os dois acionamentos para utilizar a descarga. Outro item que vale destacar é a falta de cultura sobre água de reúso ou água de chuva. Os usuários precisam entender que não é porque ele tem uma água de qualidade inferior, que poderá consumir ou desperdiçar mais. A gestão da água deve ser feita de forma integrada, até mesmo com o uso das fontes alternativas", diz Virgínia. Lúcia Helena também compartilha do mesmo pensamento que Virgínia. "A informação é de extrema importância. Neste sentido, a informação, a capacitação, e a legislação e normas propiciam à sociedade mudança cultural do desperdício para o respeito aos recursos hídricos. Esta mudança pode ser alcançada por meio das instituições familiares, educacionais, políticas, religiosas, culturais, profissionais, etc. Esta ação deve ser contínua e permanante e não somente nos momentos de crise", diz Lúcia.

“Percebemos que a cultura já está mudando, dada a grave crise hídrica que estamos vivenciando. Acredito que boa parte das atitudes tem se alterado, pois as informações sobre a escassez do recurso e as graves dificuldades que podem afetar a sociedade estão sendo transmitidas de forma mais clara e constante. É importante que as iniciativas de conscientização se mantenham por um período relevante e sejam praticadas de forma consistente, até que estas práticas se tornem um hábito da sociedade”. Solange Zeppini

Valorizando empreendimentos e ações

Segundo Virgínia, estamos aprendendo muito com a atual crise da água. "Quando tivemos os apagões de energia, os gastos aumentaram e começamos a gerenciar melhor o recurso. É muito comum às pessoas, antes de saírem de suas casas, observarem se deixaram alguma luz acesa, por exemplo. Houve uma mudança muito grande nos hábitos. Em relação à água, poucas pessoas se preocupavam, pois o preço cobrado era muito baixo. Por outro lado, o desabastecimento de água não era um assunto tão eminente nas grandes cidades. Dessa forma estamos aprendendo a rever nossos hábitos. Hoje, vejo as pessoas mais conscientes e preocupadas em gerenciar a sua água potável. Acredito que estes empreendimentos devam receber incentivos fiscais para investirem em ações de uso racional da água. Um bom exemplo é o programa atual de bônus da SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que está viabilizando a implantação de ações de uso racional da água para empreendimentos existentes. Poderíamos ter incentivos para novos empreendimentos que já nascessem eficientes”, explica Virgínia.

Virgínia Dias de Azevedo Sodré, Diretora Técnica da Infinitytech Engenharia e Meio Ambiente

Para Rosana Corrêa, arquiteta, urbanista e sócia-diretora da Casa do Futuro, ao estudar sistemas ligados à água, é preciso tomar decisões com base no custo das medidas a serem implementadas e os benefícios gerados. "A melhor maneira de mostrar estes benefícios ao mercado é a apresentação de números. Podemos realizar estudos de tempo de retorno, economias geradas e comparações que atestem que um empreendimento realmente estudou com eficiência e inteligência a gestão das águas e não somente previu itens supostamente sustentáveis em seus projetos. Entre os profissionais mais qualificados, esta última situação é tida como green wash”, comenta Rosana.

Rosana Corrêa, Arquiteta, Urbanista e Sócia-Diretora da Casa do Futuro

As ações de conscientização dos usuários contribuem para torná-los mais exigentes no momento da aquisição, segundo Lúcia Helena. Ela comenta também que, atualmente, os empreendimentos que não contemplam ações voltadas à conservação e uso racional da água não são competitivos no mercado. O empreendimento que não tem sistema de medição individualizada de água não é vendável. Outra questão é a especificação de materiais e componentes em conformidade com as normas técnicas. A qualidade é condição para a sustentabilidade. A melhoria da qualidade de materiais e componentes tem contribuído muito para o uso sustentável da água.

A gestão de água durante a obra e pós-ocupação

As ações de uso sustentável devem ser iniciadas na fase de projeto e depois implementadas no canteiro de obras e na edificação. É preciso planejar bem as ações e gerenciá-las de forma eficiente durante todo o período de execução da edificação. Para Priscila Mercaldi, gerente de projetos da Tesis Engenharia, a concepção do sistema de água, critérios de projeto e adoção das tecnologias adequadas é que definem quanta água será utilizada em cada ponto de consumo, independente do comportamento do usuário (um banho de 5 minutos no edifício A pode consumir o dobro de água de um banho de 5 minutos no edifício B), em função da vazão disponibilizada em projeto no ponto de consumo.

O mercado da construção, segundo Virgínia, está começando a entender que água é um insumo importante no desenvolvimento do seu processo produtivo. “O conhecimento sobre o gasto de água é fundamental para a redução de custos e sobrevivência do seu negócio. O conhecimento do m³ por m² de área construída traz uma visão importante dos custos reais da companhia. Em 2014, desenvolvemos um estudo para o mercado de incorporação no Brasil, criamos um plano estratégico de água. Auxiliamos na compreensão dos riscos associados à gestão da água relativos em suas operações, nos seus produtos e negócios. Ações planejadas e integradas conseguem ser muito mais eficientes na gestão da água, tanto na fase de incorporação como na fase de execução e na entrega do produto (edificação) mais eficiente. Ou seja, vamos trabalhar com a eco-eficiência, melhorar o desempenho dos produtos gastando menos recurso, com maior gestão na produtividade e com retorno financeiro”, explica Virgínia. Para Bruno Freire, gerente de suprimentos e qualidade da Construtora Tarjab, o uso sustentável inicia-se no canteiro de obras, na conscientização dos trabalhadores. A obra consome grande volume de água na produção das argamassas, cura do concreto e testes hidráulicos ou impermeáveis. A forma mais prática de conscientizá-los, segundo Freire, é realizando reuniões organizadas pelos departamentos de saúde, segurança do trabalho e qualidade. Esses encontros podem ocorrer semanalmente ou mensalmente. "A Tarjab criou a cultura de medir e monitorar, por obra, o consumo de água (m³/trabalhador) mês a mês. Dessa maneira podemos identificar desvios anormais a cada etapa de construção. A crise hídrica de 2014/2015 tem estimulado de forma criativa nossas equipes e, recentemente, implantamos captação e aproveitamento de água da chuva para consumo em serviços não controlados e limpeza", diz Freire. Em relação à pós-ocupação, ele comenta que é muito importante e deve ser pensando e idealizado na fase de concepção, de elaboração de um projeto. “Há alguns anos, a Tarjab tem realizado em todos os seus projetos captação e aproveitamento de água da chuva dos telhados, conforme é permitido pelas respectivas normas técnicas e legislações vigentes. Ela é destinada para lavagem de pisos e rega de jardins. Nós implantamos também em alguns empreendimentos estações de reúso de águas cinzas, que consiste em tratar as águas de chuveiros, lavatórios e tanques, retornado para serem utilizadas nas bacias sanitárias”, explica Freire.

Capacitação de gestores

Para a diretora técnica da Infinitytech, a capacitação deve ser feita com cursos e informações a respeito do uso eficiente da água. "Temos visto alguns empreendimentos adotando, de forma emergencial, um reservatório para coleta de água de chuva sem tratamento preliminar para remover a água mais poluída do primeiro escoamento, e muito menos sem o sistema de tratamento adequado, garantindo a qualidade final para uso. Esses empreendimentos têm colocado em risco a saúde dos usuários. É muito importante a formação de gestores prediais que entendam sobre a gestão de recursos hídricos. Existem normas, como, por exemplo, a NBR 15.527 para aproveitamento de água de chuva. E quando estamos falando de água, estamos falando de saúde pública. Por isso enfatizo que é de fundamental importância o conhecimento para uma gestão segura com baixa exposição a riscos", esclarece Virgínia.

Os maiores problemas em uma edificação

A gerente de projetos da Tesis Engenharia comenta sobre os sistemas hidráulicos operados e mantidos de forma inadequada e que tendem ao desajuste de pressões e, consequentemente, de vazões. "Quando esses sistemas atingem valores superiores ao mínimo necessário para a adequada operação do sistema, ocorre o desperdício de água (que é a utilização de mais água do que a quantidade necessária para o desempenho da atividade). A utilização de louças e metais inadequados ou ultrapassados também contribui para o desperdício. Boias de reservatórios de água quebradas permitem o extravasamento; extravasores mal localizados não permitem a rápida identificação de extravazamentos de reservatórios; entre outros", explica Priscila.

Priscila Mercaldi, Gerente de Projetos da Tesis Engenharia

Medidas necessárias para que os nossos recursos naturais não se esgotem

Na visão de Rosana, as ações como o desmatamento e a desertificação causada pelo aquecimento global prejudicam a capacidade do planeta em repor os aquíferos. Nascentes estão secando e o regime das chuvas vem sofrendo graves oscilações que causam tanto secas quanto enchentes.

Para o coordenador de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Rui Brasil Assis, é preciso, em primeiro lugar, fazer o aproveitamento racional dos mananciais, mediante processo de planejamento permanente, aprimorando o sistema de gerenciamento, permitindo boas decisões e alterando a percepção social sobre a água. "Temos muita gente em um pequeno território, daí a baixa disponibilidade per capita. Esta percepção é o primeiro ponto. O segundo ponto é que temos que trabalhar, de forma concomitante, na gestão da demanda com a promoção do uso racional, controlando perdas nas redes de abastecimento, um investimento caríssimo; e promovendo o reúso em todos os setores, urbano, industrial e agrícola", disse Assis.

Rui Brasil Assis, Coordenador de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo

O uso racional é alcançado através de medidas de redução de consumo que vão desde a utilização de dispositivos economizadores e a correção de vazamentos até o reúso e a instalação de centrais de tratamento para fins não potáveis. "O ciclo natural das águas pode ser mantido quando, por exemplo, deixamos de destinar as águas das chuvas para as galerias e infiltramos este volume no próprio terreno" explica Rosana. Os países mais desenvolvidos têm investido na produção de água verde (água produzida pela natureza com investimentos em recuperação de matas e florestas). "Segundo esses estudos, o retorno sobre o investimento (em água verde) é na maioria das vezes muito menor quando comparado ao investimento de águas cinzas. Demonstrando  que o investimento na recuperação de matas e florestas é primordial para termos água", diz Virgínia.

Para Lúcia Helena, no âmbito dos sistemas prediais são necessárias ações relacionadas à demanda e à oferta de água. Elas devem ser estruturadas, considerando-se os aspectos tecnológicos, sociais e econômicos. Dentre as opções tecnológicas que contribuem para a redução e o controle de consumo de água, estão: sistemas de medição setorizada do consumo de água, componentes economizadores de água, detecção e correção de vazamentos e sistemas de água não potável. A implantação de sistemas de medição setorizada do consumo de água em edifícios é uma das ações que contribui não só para o gerenciamento de consumo, mas para assegurar uma cobrança justa do consumo de água de cada unidade condominial. Neste caso, o impacto da redução do consumo é resultante do gerenciamento que a setorização do consumo possibilita e não pela tecnologia em si. Os componentes economizadores contribuem para a redução do consumo com maior desempenho e menor influência da ação do usuário. Um exemplo é a redução do volume de descarga da bacia sanitária. O que interessa ao usuário é a limpeza da bacia sanitária e não a quantidade de água necessária para tal limpeza. Assim, quanto maior o desenvolvimento tecnológico para este componente, menor será o volume de descarga. Com relação à detecção de vazamentos, ela pode ser realizada utilizando-se desde procedimentos simples até aqueles que utilizam tecnologia de ponta. "Esta é a ação mais simples, de menor custo e com maior impacto de redução", diz Lúcia.

Lúcia Helena de Oliveira, Professora Associada do Depto de Engenharia de Construção da Poli-USP - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

No que diz respeito aos aspectos sociais devem ser implementadas campanhas educativas e de conscientização do usuário implicando a redução de consumo por meio da adequação de procedimentos relativos ao uso da água e da mudança de comportamento individual. Nos aspectos econômicos podem ser consideradas as ações de incentivos e de desincentivos econômicos. Os incentivos podem ser oferecidos por meio de subsídios para aquisição de sistemas e componentes economizadores de água, para a detecção e correção de vazamentos e redução de tarifas. Os desincentivos podem ser implementados por meio de aumento de tarifas ou de multas a partir de determinadas faixas de consumo.  

Charles Godini <charles@nteditorial.com.br>

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