Arquitetura
Distribution Park Embu II
Inaugurado no final de 2014, o Centro Logístico contou com um investimento de R$ 120 milhões
postado em: 07/05/2015 17:50 h atualizado em: 15/05/2015 12:21 h
Distribution Park Embu II
(crédito: Roberto Afetian/Servart)

O empreendimento, localizado na cidade de Embu das Artes (SP), entre as rodovias Regis Bittencourt e Raposo Tavares, foi construído em um terreno de 127 mil m², com área locável de 52,3 mil m², sendo um módulo de 8 mil m² e os outros sete com 6 mil m². A localização, nas proximidades do Rodoanel, motivou a empresa a desenvolver o projeto em Embu das Artes, onde já possui um condomínio em operação, o Distribution Park Embu. O CL (Centro Logístico) possui uma área de manobra para caminhões com 40 metros de largura; rampa de acesso para as empilhadeiras; e os motoristas dispõem de vestiário, refeitório e sanitários, além de ambulatório médico e sala de enfermagem.

O conceito do projeto é do arquiteto Nelson Duprê, da Dupré Arquitetura; a consultoria em sustentabilidade ficou a cargo da OTEC; e a Libercon cuidou da execução da obra. A Hines, Incorporadora e Administradora, preocupada com o entorno e com o impacto do empreendimento, encomendou um estudo ambiental do terreno para identificar em quais áreas o centro logístico poderia ser construído, e como minimizar o impacto ambiental. Segundo a Hines, foi mantida uma área de mata nativa com mais de 25 mil m², além do acréscimo de mais de 2.500 mudas, inclusive espécies que já tinham desaparecido da região. Para Steven Mathieson, engenheiro e gerente de Incorporação da Hines, é possível erguer um empreendimento gerando resultados financeiros positivos, e ainda preservar uma parte importante da vegetação local.

Certificação LEED

Por se tratar de uma obra pré-certificada LEED CS 2009 e que busca a categoria Gold, o gerente de contratos da Libercon Engenharia, Carlos Puppo Filho, explica e pontua vários pontos estratégicos e importantes que foram utilizados nesse empreendimento. São eles: o canteiro, que adotou inúmeros procedimentos sustentáveis, entre eles o lava-rodas, lava-bicas e contenção das águas pluviais através de tanques de sedimentação; a redução na geração de resíduos; organização de coleta seletiva, reciclagem de materiais dentro e fora da obra; além do consumo eficiente de água e energia. Foram adotadas também providências para minimizar eventuais incômodos na vizinhança como, controle de ruído e vibração; redução de interferências no tráfego local; limpeza das calçadas e vias de acesso à obra; proteção dos bueiros e bocas de lobo das ruas; e aspersão diária de água de reúso na área, reduzindo a poeira no entorno. "Durante a obra evitamos levar sedimentos para dentro do galpão e utilizamos materiais isentos de chumbo. Adotamos, ainda, medidas visando a qualidade de vida dos trabalhadores, através da organização do canteiro, visando a máxima segurança; treinamentos contínuos das equipes, tendo como meta a divulgação das boas práticas, o armazenamento correto dos materiais e a coleta seletiva do lixo, sempre com orientação e supervisão especializadas". Segundo Mathieson, receber a certificação LEED seria muito importante, por se tratar do primeiro condomínio da marca Distribution Park a obter essa certificação. A tendência é que haja um aumento na certificação para empreendimentos logísticos. Atualmente, segundo o engenheiro de incorporação da Hines, o mercado está com muito estoque e pouca demanda, gerando um aumento da competição e, consequentemente, uma busca por diferenciação do projeto. Nesse contexto quem sai ganhando é o locatário. A economia gerada para esse empreendimento foi estimada em 32,4%, de acordo com o relatório realizado pela OTEC, ou seja, uma economia mensal de R$ 1,23/m².

O diretor da Hines Brasil, Benny Finzi, informa que os empreendimentos da empresa são planejados e estruturados de forma a obter a melhor eficiência possível para o ocupante. “Todos os detalhes foram pensados durante a execução do projeto como, área de manobra de caminhões com 40 metros de largura e rampa de acesso para empilhadeiras; vestiário, refeitório, e sanitários para motoristas; medidores individuais para ar condicionado, iluminação e tomadas para gerenciamento do consumo de energia. Com todos esses diferenciais, 90% dos empreendimentos da Hines são locados antes do término da obra ou até três meses depois", diz Finzi.

Gestão de resíduos

A gestão de resíduos foi conduzida de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CONAMA 307, através da elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos da construção civil, elemento essencial, segundo Puppo, no cumprimento da responsabilidade pelo manejo e destinação compromissada dos resíduos gerados na obra. Desta forma, foi possível caracterizar os resíduos gerados, estabelecer mecanismos de triagem, segregação, acondicionamento, transporte e destinação final dos resíduos. Além disso, houve a quantificação de todos os resíduos gerados, o que possibilitou o efetivo controle sobre sua geração, minimizando perdas e custos de coleta e destinação.

Sistema construtivo

Sistema Construtivo composto por estruturas pré-fabricadas de concreto

Para o engenheiro Sérgio Barsi, diretor da SB Pré-Fabricados, os critérios de escolha do método de construção de um empreendimento (principalmente quando não se sabe quais tipos de empresas serão os locatários) devem ser rígidos. A Hines, além de adotar um método construtivo mais racional, escolheu o tipo de material a ser usado e fez uma criteriosa seleção de fornecedores. "Devido ao seu acabamento, linguagem arquitetônica, e pelo fato de já terem testado a tecnologia em outras obras, definiu-se pela utilização do sistema construtivo composto por estrutura pré-fabricada de concreto", comenta Barsi.O empreendimento demandou 1.700 m³ de concreto usados na produção da estrutura pré-fabricada de concreto armado e protendido composta de pilares, vigas do mezanino, muros de doca, caixas niveladoras de doca e lajes alveolares protendidas.

Parte de cima: mezanino e parte de baixo: recepção

As paredes em alvenaria foram erguidas para os fechamentos laterais no eixo das docas até a altura do mezanino, e logo depois entraram as telhas metálicas trapezoidais. Nos outros eixos optou-se por fechamento metálico com telha metálica trapezoidal. A cobertura metálica, feita com telha zipada revestida de face felt, possui 3,3% de área de abertura para iluminação, realizada por claraboias prismáticas que potencializam a entrada de luz, protegendo o interior da incidência direta de radiação solar.

Galpão

Com a utilização desse sistema, os edifícios são altamente flexíveis, podendo abrigar indústrias ou escritórios comerciais em pavimentos com maleabilidade, atendendo a layouts que aceitam a instalação de salas de escritório ou a manutenção de um espaço livre para abrigar equipamentos de grande porte. O projeto de engenharia já contempla pé-direito alto, pensando justamente na utilização de máquinas de maior porte e a utilização máxima da capacidade de estocagem. Com o uso dessa estrutura, a modulação interna dos galpões impõe liberdade e versatilidade ao layout em função dos grandes vãos obtidos entre pilares. "Outra grande vantagem é a agilidade do método de construção. Nossos clientes estabelecem a necessidade de uma alternativa rápida e com bom desempenho. Isso é possível com a adoção da tecnologia do pré-fabricado de concreto, permitindo uma velocidade de construção maior, comparado ao método convencional. O pré-fabricado traz a vantagem de vencer grandes vãos com atendimento as sobrecargas de utilização de depósitos. A velocidade de construção é outro fator agregado, em 90 ou 100 dias é possível levantar uma obra, algo impossível de se fazer no sistema convencional. Há de se levar em conta que do tempo total de construção do empreendimento, uma quantidade de dias, são utilizadas para a fabricação das peças (fora do local da obra), o que não pode ser contabilizado como custo total da obra, pois não exigiu mobilização de todo o pessoal e a instalação do canteiro. O canteiro de obras para suportar a equipe de montagem tem uma estrutura pequena, de baixo custo e permanece por menor tempo no local, resultando em economia com mão de obra durante a fase de montagem dos pré-fabricados de concreto", explica Barsi.

Portas

Portas (maiores) equilibradas na área das docas

Para esse empreendimento foram utilizados modelos de portas equilibradas, chamado Marquise. Ela possui vantagens como, guias não precisas (trilhos) no chão e teto; fácil manutenção; modelo muito leve; entre outras. "O conselho comercial e técnico da nossa empresa, estuda caso a caso, verifica a necessidade do cliente e procura uma melhor solução", explica o engenheiro Mario Arciniega Fernandez, gerente de fabricação da Ple-Leva Portas Industriais. No Park Embu II foram instaladas 67 portas: 59 portas menores na área das docas e 8 portas grandes na área das rampas.

Portas (menores) equilibradas na área das docas

Iluminação artificial e natural

Na área de estocagem do galpão, o conceito do projeto foi aliar a técnica do sistema de iluminação com a necessidade de atender a iluminância de 200 lux a 0.90m, estipulado em contrato pelo cliente, além de manter as iluminâncias verticais dos paletes, necessário para o atendimento da função naquele espaço. O maior desafio foi em relação à altura de montagem das luminárias (12 metros), dificultando em manter os índices estipulados. A solução foi utilizar luminárias de alto rendimento e melhor custo beneficio, adotando, portanto, o sistema de lâmpadas de vapor metálico de 400W com a distribuição das luminárias em facho concentrado, resultando em atendimento a iluminância horizontal e vertical. Foram utilizadas também lâmpadas de alta eficiência e vida útil, reduzindo os custos operacionais e, consequentemente, o custo de energia, pois o uso noturno é imprescindível para o projeto em questão. Foram adotadas lâmpadas de vapor metálico para os galpões, áreas externas, circulação e docas; e fluorescentes T5 para as áreas administrativas. "Pela utilização das fontes de luz, a densidade de potência instalada por metro quadrado é aceitável pelos padrões de racionalização de energia indicada para certificações de edifícios sustentáveis, onde conseguimos valores de 9,4 w/m², dentro dos padrões aceitáveis de eficiência energética", explica Neide Senzi, da Senzi Lighting. Segundo Mathieson, os sensores de iluminação artificial controlam a totalidade das lâmpadas. Quando a luz natural fica abaixo de 250 lux, o sensor identifica e liga 50% da iluminação. Ao escurecer mais, o sistema aciona os outros 50%. Caso, a luminância caia muito abaixo dos 250 lux, 100% das lâmpadas são acionadas de uma só vez.

Em relação à iluminação natural, a cobertura possui 3,3% de área de abertura para iluminação, realizada por placas prismáticas que potencializam a entrada de luz, protegendo o interior da incidência direta de radiação solar. “A solução alcança 74% de transmissão luminosa, feita de forma difusa, confortável ao olho humano e com menor impacto sobre os produtos armazenados no galpão. O material que compõe as placas prismáticas reduz a absorção do calor proveniente do sol em 51%, diminuindo o impacto da radiação sobre a temperatura interna”, informa a arquiteta Maíra André, do departamento de Eficiência Energética da OTEC. O projeto de iluminação natural trará 32,4% ou R$ 1,23/m³ por mês de economia no consumo de energia elétrica, resultado da instalação de aberturas zenitais associadas a sensores de luminosidade.

Piso

A preocupação era implantar um sistema que pudesse resistir aos atritos ocasionados pela manobra dos caminhões. Foi projetado para receber até seis toneladas de carga por metro quadrado. Possui 14 cm de concreto polido com adição de fibras, evitando patologias. No pátio externo foi utilizado um sistema misto de piso. Foram empregados pisos intertravados após uma faixa de 20 metros de concreto, a partir da doca. Esse mesmo piso foi utilizado na área da portaria. "O projeto do piso determinou que, após a terraplenagem, fizéssemos o ensaio e o tratamento do solo, o que envolveu a abertura de uma caixa de 20 cm onde foi adicionado 40% de material inerte. Na área externa utilizamos piso de concreto intertravado para receber caminhões e tráfego leve. Foram feitos ensaios e abertura de caixa para tratamento do subleito", explica Puppo Filho.

Automação

Esse projeto é, basicamente, focado na economia de água e energia. O sistema de automação é simples e voltado para a facilidade de operação do empreendimento. Considerando o tamanho do mesmo, o sistema foi conceituado para facilitar a medição de água e energia, assim como o controle do sistema de iluminação de forma remota. "A partir de uma central de controle é possível acessar todos os medidores (de água e energia) distribuídos nos módulos e obter os dados desse consumo, assim como efetuar o controle de iluminação, que pode ser feito de forma totalmente automática através de sensores de luminosidade, com programação de horário, e, se necessário, através de comandos diretos nos painéis de iluminação de forma remota. Todas estas possibilidades proporcionam grande economia de energia, além de grande agilidade e economia de tempo ao operador do sistema", explica o engenheiro Paulo Coviello, diretor de operações da Targget Tecnologia Ltda.

“Quando falamos em áreas físicas, podemos dizer que o empreendimento como um todo recebeu automação, pois o mesmo está constituído por oito módulos independentes, e cada um possui o seu quadro de automação, responsável pela aquisição de dados referentes ao consumo de água e energia e, ainda, o controle dos circuitos de iluminação do respectivo módulo. Se pensarmos em áreas sistêmicas, a automação contempla os sistemas de medição de água e energia e o controle de iluminação. Por se tratar de um sistema totalmente modular, a qualquer momento poderá ser ampliado de forma a atender necessidades especificas dos usuários de cada módulo. Com relação ao porque das áreas automatizadas, se falarmos em sistemas, por se tratar de galpões que não são climatizados, a automação considerou apenas os itens que influenciam diretamente na operação e no consumo de energia do empreendimento", esclareceu Coviello.

O sistema de automação foi executado com a utilização dos equipamentos e softwares desenvolvidos pela American Automatrix, com sede nos EUA, dos quais a empresa Targget Tecnologia e Soluções Integradas Ltda é distribuidora no Brasil. O sistema utilizado foi o Aspect FT, constituído por controladores microprocessados remotos; o gerenciador modelo Aspect DPX e o software Aspect FT (baseado em tecnologia web). Esse sistema recebeu o prêmio de inovação tecnológica para sistemas de automação predial 2015 - 2015 Building Automation Inovation Awards -, concedido pela ASHRAE, durante a última AHR Expo 2015, realizada em janeiro deste ano.

Climatização

O conceito de climatização para esse empreendimento, segundo Helvécio da Silva, diretor e engenheiro da KSG Projetos, é manter as condições de conforto térmico e renovação do ar nos ambientes. O sistema de climatização utilizado foi o VRF.  Ele possui compressor que modula a quantidade de gás refrigerante enviada nas tubulações em função da carga térmica de cada ambiente. Possui excelente COP - Coeficiente de Performance, ou seja, o consumo de energia é menor. "O sistema VRF é uma ótima opção. Sua instalação é simples, resultando em economia de tempo e mão de obra; produz baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico", diz Aloízio Dias, projetista da KSG Projetos. O desenvolvimento desse projeto foi todo pautado nas normas ABNT, ASHRAE, ANVISA e LEED.

Gestão hídrica

O conceito desse projeto transforma os hidrômetros conectados a um sistema de telemetria, permitindo ao condomínio a aferição do consumo e emissão de relatórios gerenciais que será dividido entres os locatários. A coleta de água pluvial nas coberturas é encaminhada através de calhas e condutores verticais e horizontais aos filtros de detritos. A água limpa segue para o reservatório de água não potável com capacidade para 125 m³ ou 125 mil litros. Dentro do reservatório a água sofre a cloração feita por um clorador flutuante. “Como a bomba deve abastecer diretamente vários pontos de consumo, que podem ser abertos simultaneamente ou não, o seu acionamento se dará através de um inversor de frequência, que regula a potência da bomba de forma a manter constante a pressão na saída do sistema de tratamento”, relata Mozart Stephan, analista de Incorporação da Hines. Na sequência, a água passa por um filtro e por um hidrômetro, seguindo então para a rede não potável do empreendimento. Quando a água de chuva não supre a demanda necessária para os usos previstos, o reservatório é automaticamente alimentado com água da rede através do acionamento de uma válvula solenóide. O nível do reservatório de captação é automaticamente controlado por chaves de nível, responsáveis por habilitar a bomba, protegendo-a de trabalho a seco, e acionar a válvula solenóide.

Reservatório de água

Elétrica

O conceito para esse projeto foi a individualização dos sistemas elétricos. "Tratando-se de um empreendimento com possibilidade de várias locações, foi previsto um sistema de multimedição. Cada locatário receberá sua fatura. Ele irá negociar seu contrato de fornecimento de energia diretamente com a concessionária", explica Arnaldo Ramoska, diretor técnico da Ramoska & Castellani Projetistas Associados.

Quadro elétrico

Paisagismo

A Calux, empresa especializada em arquitetura paisagística, optou por um plantio de árvores e palmeiras nativas brasileiras com baixa necessidade hídrica e de fácil consorciação. Nas áreas de estacionamento foram utilizadas árvores mais frondosas e visualmente mais bonitas. Com o intuito de atrair e manter uma rica fauna, optaram por espécies que produzam frutos. "Pensamos que o maior benefício para o empreendimento, além de criar uma grande ilha verde, é trazer conforto térmico e qualidade do ar, além de proporcionar aos usuários um ambiente confortável", explica Jeane Calderan, paisagista da Calux Jadins. 

Centros Logísticos

Empresas precisam de um ambiente com toda a infraestrutura para armazenar o que produzem, principalmente mobilidade e segurança 

Os Centros Logísticos não podem ser vistos apenas como estruturas de armazenagem, e sim como eficientes meios de negócios. "A logística no Brasil ainda tem uma grande carência de estradas, de transporte, enfim, há muito que fazer. Nesse cenário, com dados de 2014, as instituições ligadas à logística reportavam, em março, que ainda existia uma carência de um milhão e meio de m² de armazenagem. Mesmo com crise, a área de logística ainda é um mercado de inúmeras oportunidades. Eu acredito que esse setor ainda vai responder melhor do que outras áreas da incorporação", disse David Douek, diretor de desenvolvimento da OTEC.

Segundo Alcindo Dell'Agnese, diretor da A.Dell'Agnese Arquitetos Associados, quando o arquiteto ou o engenheiro projeta um parque logístico, ele não sabe quem será o seu cliente, por isso é preciso estudar, entender e conhecer todos os tipos de operação, tornando esse projeto dinâmico. No entanto, há clientes que procuram o profissional para saber como, onde e de que forma deve ser construído um CL. "Se formos analisar, os mais importantes Centros de Distribuição estão localizados em pontos estratégicos, como rodovias. As estratégias para as áreas urbanas/metropolitanas são os anéis viários. Isso acontece em qualquer parte do mundo. A complexidade para abastecer uma cidade é muito grande", esclarece.

Alcindo Dell'Agnese, Diretor da Dell'Agnese Arquitetos Associados

O engenheiro e gerente de Incorporação da Hines Brasil, Steven Mathieson, comenta que existem alguns pontos importantes na escolha do terreno para construir um CL. "O mais importante é a localização que inclui identificar quem são os concorrentes, indústrias, fábricas e operadores logísticos que estão instalados na região; depois, topografia; apoio do município para desenvolvimento de novos projetos; situação ambiental; facilidade de aprovação; demanda de inquilinos para a região; vacância atual; e outros novos projetos. O acesso ao empreendimento é outro fator que influencia, e muito, a locação e, consequentemente, a escolha da localização para o projeto. Neste sentido, analisamos a localização de pedágios com relação ao empreendimento; distância para retornos; outras rodovias e principais cidades; e qualidade da rodovia próxima à instalação do projeto", disse.   

Em relação ao entorno, o impacto gerado pela construção desses grandiosos empreendimentos é bastante significativo, como, por exemplo, a geração de empregos diretos e indiretos; e arrecadação de impostos, como ICMS. "Quando o empregado, que também é morador do entorno, vai ao mercado, açougue ou padaria, ele está multiplicando esse emprego, está gerando economia para a região. A empresa também se preocupa em ensinar e preparar esse funcionário; ele ganha uniforme; no CL ele possui uma alimentação controlada por uma nutricionista; entre outras facilidades e benefícios. A logística é um sistema inteligente", disse Dell'Agnese. 

Charles Godini <charles@nteditorial.com.br>

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