OPINIÃO
Carteiros e carteiradas
Símbolo de importância presumida e quase sempre falsa
postado em: 19/05/2015 12:21 h
Sidney de Oliveira OAB/SP e diretor da TAO Tecnologia
(crédito: Nova Técnica)

O dono da pequena quitanda aqui do meu bairro se considera a pessoa mais importante de toda a região. Afinal, é ele que nos provê de toda a sorte de verduras, legumes e frutas que necessitamos diariamente. E, se não fosse ele, como iríamos nos alimentar de forma correta, como nos ensinam hoje, todos os inúmeros nutricionistas que saíram nem sei de onde?

Vivemos uma nova revolução de costumes alimentares, que já reprovaram a banha de porco, o azeite de oliva, a manteiga e o chamado, aqui por São Paulo, de pão francês (que no Sul é chamado de “cacetinho”!) e eu nem sei de onde teria vindo o francês do nosso pão (lá eles compram e levam o “baguette” em baixo do braço!). De Maria Antonieta não veio porque ela mandou o povo comer “brioches”! Seria mesmo nosso quitandeiro o cara mais importante por estas quebradas?

Como ficariam o delegado de polícia, o comandante do batalhão da Polícia Militar, nosso vigário, o carteiro que me entrega quase todo o dia contas a pagar, e todos os diretores das diversas associações por aqui esparramadas? E o que realmente seria ser o mais importante?

Outrora eram muitos e imortalizaram a “carteirada”, símbolo de importância presumida e quase sempre falsa. Quando de uma passagem pela Sicília, aliás, pedaço maravilhoso da Itália, aprendi que o mais importante por lá é o “capo de tuti capi”.

Na França já foi o Zidane, em UK o Steven Gerrard, na Argentina o Maradona, e em Portugal o Euzébio. E no nosso mundinho, quem seria o mais importante?

Embora depois de telefonar para meus primos, minha tia dileta (um pouco atrapalhada por já ter comemorado 100 primaveras) e para o zelador do meu prédio, e de todos terem votado em mim, declino dessa honraria.

Depois que nosso mercado se dividiu entre fabricantes, projetistas e instaladoras, deixando de lado o comércio, os duteiros, os vendedores de ilusão tomaram conta do cenário e nos ensinam que “o gás desse seu equipamento cansou e precisa ser trocado” ou que “este equipamento que estou lhe propondo é o mais econômico do mercado fabricado pelo maior fabricante mundial (isto até já virou lugar comum pela razão de que  todos os que vem para cá se intitulam os maiorais do universo) e com garantia ilimitada” ou que “o consumo energético face às características técnicas revolucionárias desenvolvidas por uma equipe de renome internacional localizada lá na nossa matriz em Xiririca Açu  garantirá que o consumo de energia da sua instalação tenderá a zero” a colocação no ranking  vai depender do humor de cada um. Tenho minhas opiniões e convicções.

Já vi e ouvi tanta conversa fiada, já vi muita empresa quebrar e diagnosticaria, que em quase a sua totalidade, a quebra foi mais por vaidades ocultas do que por culpa do mercado.

Porém, como Medela nos promete uma nova edição de história (ou seria estória) do setor vou aguardar para me informar melhor sobre quem é quem por aqui e depois me manifestarei.

Xanxerê

John, diretor da Polipex, tomou a iniciativa mais do que meritória de promover campanha em prol de socorro às vitimas do vendaval em Xanxerê - SC.

Certo, devemos ajudar o próximo e a cidade mais próxima com problemas reais da sede da Polipex é Xanxerê. Se você puder colaborar entre em contato com John, esse cara que um dia já foi até holandês!

Artigos técnicos

Guardo, no limite do possível, revistas do setor e sempre as releio. Nessas releituras vou me surpreendendo por excelentes matérias técnica produzidas. Para mim, leigo absoluto, tudo o que de importante existe já foi publicado.

Encontro matérias de 20 anos atrás nos dando aulas sobre filtragem e qualidade do ar de ambientes interiores. No meu campo de atividade, o direito, advogado que sou, todo o publicado forma jurisprudência que usamos sempre que dela necessitamos.

Qual a razão que neste setor em que gravito os ótimos escritos e as formidáveis lições morrem após suas publicações?

Sou visitador constante do mercado e sempre me surpreendo em encontrar as revistas do setor nos espaços de recepção aos visitantes com destino futuro e certo para o “cesto-arquivo”.

Quantos de vós, ó ilustres engenheiros amigos, mantém em arquivo as publicações importantes do setor?

Sidney de Oliveira - OAB/SP e diretor da TAO Tecnologia

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