OPINIÃO
O valor da experiência
Existem reais vantagens em experiências vividas e acumuladas?
postado em: 03/12/2015 13:59 h atualizado em: 09/12/2015 10:39 h

 

O valor da experiência 

Existem reais vantagens em experiências vividas e  acumuladas?

Ou a evolução tecnológica que nos empurra dia a dia para o futuro é o que realmente importa? É possível acompanhar toda essa evolução e seus avanços constantes e incessantes?

Acompanhar e ter conhecimento de todas as nuances inovadoras tecnológicas é necessário não só no nosso setor como em qualquer outra atividade humana.

Médicos, engenheiros e advogados 

Mas, na ciência médica e na ciência do direito, geralmente, o profissional se especializa num de seus ramos. Os médicos se especializam em certos tratamentos. O médico clínico geral não terá a mesma capacitação para tratar um problema localizado, por exemplo, na tireóide do que um médico endocrinologista. Um oncologista cuidará melhor de um paciente acometido com câncer do que um médico ortopedista.

No direito vão surgindo as especializações em cada área de necessidade humana e empresarial. Um advogado tributarista saberá melhor interpretar uma lei fiscal do que um outro advogado que se dedica às questões chamadas da família. 

RAC na FEI 

E na engenharia mecânica, para aqueles que, por exemplo, fizeram o curso de                 RAC (Refrigeração e Ar Condicionado) na FEI (Faculdade de Engenharia Industrial da PUC de São Paulo), ou cursos similares em outras faculdades Brasil afora, como a coisa se comportaria? Esses engenheiros fizeram sua opção e especialização. São engenheiros de RAC! Todos devem estar nivelados em seus conhecimentos teóricos. Claro que, dependendo do rumo que cada um tomar, todos, ao longo dos anos, acumularão suas experiências. E experiência não significa, de forma alguma, anos vividos.

O engenheiro que já trilhou a estrada que deve agora ser percorrida sabe onde está cada curva e os buracos que a estrada tem. Um jovem engenheiro de 50 anos poderá ter tanta ou mais experiência profissional do que um engenheiro de 70 anos.  Não é a idade que conta! 

E os arquitetos? 

Falamos de médicos, advogados e engenheiros. E como ficarão os arquitetos perante conhecimentos e experiências em obras do campo da RAC? Seus cursos de arquitetura têm em seus currículos os ensinamentos básicos da RAC?

Arquitetos teriam os mesmos conhecimentos teóricos, práticos e experiência profissional em obras de climatização como os engenheiros mecânicos com curso de RAC?

Não seria melhor cada um ficar na sua? 

Xaveco 

Xaveco era a expressão usada para indicar os profissionais de venda, vendedores de rua, que batiam de porta em porta, lá pelas bandas de 1965! Como professor do SENAC, lecionei para muitos grupos de venda domiciliar das Lojas Ultralar, do Grupo Ultragás, quando esta mantinha uma rede de venda de eletrodomésticos.

Naquela época, sem os problemas da bandidagem atual, o vendedor ia batendo de porta em porta oferecendo seus produtos.

Como representava uma loja conhecida, com facilidade entrava nos domicílios.

Lá, abria sua “caixa de ferramentas”, que eram fotos e catálogos promocionais.

Muitas vezes, carregavam uma enceradeira ou um aspirador de pó para demonstrações pessoais da eficiência de seus produtos.

Logicamente, qualidades eram alardeadas e possíveis defeitos omitidos. Nem sempre quando o confiante comprador recebia a mercadoria, esta funcionava como o que fora demonstrado. Mas nesta época, reclamar para quem?  Só para o Bispo!

Essa modalidade, embora ultrapassada, pode ter assumido roupagens modernas. Num “xaveco moderno”, alardeia-se o que o produto não tem e propõem-se a venda de gato por lebre. E deve ter muita gente comendo gato por aí! 

FEBRAVA 

Numa certa época de minha vida saia eu, estrada a fora, com mulher e filhos, mais duas ou três famílias de amigos, montando barraca de “camping” onde encontrássemos um local aprazível, tanto numa praia como no meio do mato.

Ao se avizinhar chuva forte ou até mesmo uma possível tempestade, todos saíamos fincando estacas extras e amarrando tudo o que poderia sair voando.

Pareceu-me que todos estavam fincando suas estacas para segurar o máximo possível a situação atual e tentar, passada a tempestade, fazer tudo voltar ao normal.
Muito otimismo, o que é um dado significativo.

Os que participaram não se encolheram nem se omitiram, embora alguns dos mais poderosos resolveram não se arriscar.

Mesmo não se arriscando, acabaram molhados com a chuva que não tomaram.

Parabéns a todos os participantes desta décima nona edição pelas lições de otimismo e valentia que nos deram a todos! 

Sidney de Oliveira - OAB/SP e diretor técnico da TAO Tecnologia - sidaosp@terra.com.br

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