Arquitetura
Paulista North Way Shopping tem piso radiante em toda a área do mall
Empreendimento alia economia de energia ao conforto térmico e qualidade do ar
postado em: 15/02/2016 11:00 h atualizado em: 03/03/2016 10:28 h

Paulista é uma cidade da Mesorregião Metropolitana do Recife e da Microrregião do Recife, situada a 18 quilômetros da Capital. Com 320 mil habitantes, tem boa parte do seu território coberto por remanescentes da Mata Atlântica e pelas praias do litoral norte pernambucano. Em 2010 seu IDH era de 0,732, considerado médio e acima da média do estado.

Ainda que com características de cidade-dormitório, possui um forte setor de serviços e indústrias têxteis e químicas. O boom do crescimento populacional aconteceu em 1904, quando ainda era parte do município de Olinda. Nesse ano a família Lundgren, de imigrantes suecos, adquiriu o que viria a ser a fábrica da Arthur Lundgren Tecidos, cuja produção era distribuída pelas Casas Pernambucanas, ramo comercial do Grupo. A fábrica encerrou suas atividades no final de década de 1950.

Prosaicamente, no país do futebol, Paulista é associada ao Ibis, do lendário Mauro Shampoo e injustamente alcunhado de “o pior time de futebol do mundo” por ter passado, na década de 1970, quatro anos sem ganhar uma partida. Mas é também a terra de Rivaldo, eleito melhor jogador do mundo pela FIFA e vencedor do ambicionado troféu Bola de Ouro, o Oscar do Futebol.

O nome da Arthur Lundgren Tecidos, de uma maneira transversa, irá se associar a um projeto que no rastro da tendência do uso de elementos urbanos icônicos, administradores e autoridades municipais têm buscado alavancar mudanças no perfil das suas cidades a partir da década de 1990.  Assim é que Avelar Loureiro Filho, presidente da ACLF Empreendimentos, foi procurado pelo antigo prefeito de Paulista, Yves Ribeiro de Albuquerque, então em seu segundo mandato, para auxiliá-lo em um Plano Diretor que desse uma nova feição para a cidade.

Loureiro Filho, incorporador imobiliário e proprietário de vários terrenos na região, entendeu que um shopping center poderia ser a resposta para orientar um novo padrão de desenvolvimento para a cidade. Inexperiente nesse tipo de empreendimento, buscou a parceria de Sérgio Manzalli que tem em seu currículo diversos centros comerciais. Iniciou-se, assim, a formatação do que seria o Paulista North Way Shopping, inaugurado no dia 30 de outubro. Quis o destino que a mesma área que incentivou a ocupação populacional de Paulista no início do século XX, hospedeira da antiga fábrica da Arthur Lundgren, fosse hoje aquela a servir de alavanca para o novo reordenamento urbano.

Foram usados pisos radiantes e vigas frias em toda a área do mall; no detalhe medição da temperatura do piso

A formatação do projeto

“Nós chegamos ao projeto através de Sérgio Manzalli, que me apresentou a Avelar. Iniciamos, então, a discussão sobre as possíveis soluções. O processo envolveu visitas a diversos shoppings para colher subsídios para a melhor formatação, no sentido de transformar Paulista de uma cidade dormitório classe C e D para uma cidade B e C”, explica Luis Carlos Padilha Leitão, diretor da Arclima.

Uma pesquisa de mercado apontou um resultado acima do esperado. “Houve uma série de ocorrências com órgãos como o IFAM e o Meio Ambiente, que levaram o empreendedor a cogitar a transferência do shopping para um outro terreno de sua propriedade. O que iria contra o projeto das autoridades municipais de fortalecer a região como o vértice do desenvolvimento local. Assim, o atual prefeito começou a intervir junto a esses órgãos para aparar as arestas, pois seria melhor para o desenvolvimento da cidade o shopping ficar no lugar que está hoje”, continua Leitão.

Segundo passo foi a busca de financiamento, quando novas dificuldades surgiram. “Mas ele é um homem muito determinado a ponto de ter acertado com o prefeito o dia e a hora da inauguração, assumindo o compromisso da inauguração e o prefeito assumindo o compromisso de pagar a primeira parcela do 13º salário no dia seguinte ao da inauguração. Coisa que os dois cumpriram, possibilitando às lojas venderem acima das expectativas já no dia da inauguração. Apesar de a experiência de Avelar ser de incorporação, nunca havia feito um empreendimento desse tipo. E da maneira que executou, fez muito bem. Não economizou sequer no acabamento, para valorizar o seu cliente”, completa o diretor da Arclima.

Na praça de alimentação, além de piso radiante, o arquiteto lançou mão de prateleiras de luz, favorecendo a iluminação natural sem acréscimo de carga, e preservou a vista da mata nativa

Na arquitetura, a preservação da memória

Fernando Guerra construiu sua carreira na arquitetura comercial. Há 25 anos mantém seu escritório, o FGuerra Arquitetura e Design, em paralelo à atividade de professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco. “Comecei a estagiar em escritório de supermercado e ali aprendi toda a arquitetura comercial e a complexidade industrial; aprendi a lidar com a retaguarda, como a climatização. Tive, também, com o Grupo João Santos, de cimento, um amplo contato com engenheiros mecânicos, o que me deu familiaridade com os processos e equipamentos mecânicos”, relata.

A experiência prática levou o arquiteto a entender que sua atividade é interdisciplinar. “Quem será o calculista, quem será o cara de climatização, quem será o luminotécnico etc. Defendo em sala de aula a equipe e a gestão de projeto interdisciplinar. O projeto do Paulista foi um convite de Avelar, pois há 13 anos me envolvo com projetos de shopping, onde entrei por conta do relacionamento com o Bompreço, após “seu” João Carlos (Paes Mendonça) migrar para o mundo do shopping. Hoje eu atendo a temática de shopping, com cerca de 8 shoppings em 15 anos. Além de centrais de logística, como a central de distribuição do Boticário”, continua Guerra, que tem em seu currículo trabalhos como ampliações nos shoppings Tacaruna e Guararapes, intervenção no shopping Paralela, em Salvador, e o projeto do Difusora de Caruaru.

Detalhes da instalação de água gelada

“Nós desenvolvemos o projeto em 3 pisos, no padrão clássico, com alamedas de conveniência no térreo, as lojas populares no segundo piso e, no terceiro, cinemas, jogos eletrônicos e praça de alimentação. O shopping está construído com 50% do que será futuramente. Avelar acatou tecnologias avançadas, como as vigas frias e o piso radiante em toda a extensão, com impacto no projeto arquitetônico. Na praça de alimentação, por exemplo, em lugar de os móveis serem fixados no piso, ficarão sempre apoiados. Criamos um peso para evitar o deslocamento”, explica Guerra.

Detalhes da instalação de água gelada

Nos corredores do mall também foi feito, em conjunto com arquiteto, projetista de climatização e instaladora, um caminho que possibilite a instalação de quiosques sem interferência nas tubulações.

Detalhes da instalação de água gelada

Na escolha das tecnologias construtivas, houve uma mescla da eficiência com a conveniência. Em lugar de utilizar lajes pré-moldadas, por exemplo, utilizou-se lajes protendidas, uma vez que o empreendedor possui sua construtora própria.

Em relação às tecnologias complementares, a decisão foi tomada em função do longo prazo. “Piso de granito, branco Ceará ou Fortaleza, devido à durabilidade e pelo aspecto sempre limpo e polido. Forros para atender as tubulações. Ainda que não exista passarelas para a manutenção, o espaço existe para uma decisão futura. A parte da tecnologia, na medida do possível, foi executada”, relata o arquiteto.

Ao desenvolver o projeto Guerra identificou duas peças arquitetônicas importantes: a chaminé e a antiga casa que servia de escritórios da tecelagem. A chaminé, destacada pela iluminação, permanecerá como um elemento icônico dos primórdios da cidade. E o antigo escritório, incorporado ao shopping, abrigará uma cervejaria e um café. No futuro, com a ampliação, esse edifício será envolvido pela construção, permanecendo em uma praça interna sob um domus. Hoje, para integrá-lo, o arquiteto utilizou um espelho que neutraliza o shopping e valoriza a casa.

O Shopping Paulista está envolvido por um trecho de Mata Atlântica. Para tirar partido da área, Guerra abriu uma vista da praça de alimentação para a reserva florestal. Além do conforto visual, a área envidraçada contribui para a iluminação natural.

A equipe de campo da Arclima: Heverton Ricardo Lopes Martins, encarregado de hidráulica; Fábio de Lima Carvalho, comissionamento/TAB; e Newton da Franca Prestrelo Neto, gestor

Todo o contorno da praça de alimentação possui prateleiras de luz para favorecer a iluminação zenital lateral. “Para nosso clima e latitude a iluminação zenital mesmo, vindo do zênite, do céu, encarece o projeto, pois é necessário recorrer a proteções, vidros insulados, ou seja, toda uma tecnologia para ter a luz solar mantendo a proteção térmica.  Meu conceito é ter iluminação zenital lateral em que a luz venha de uma forma mais filtrada, mais sombreada e mais confortável. Funciona como uma prateleira de luz. Não foram necessários vidros com eficiência, com reflexão. Os únicos com proteção são os vidros da frente, pois é poente. Mas no futuro este também deverá ser suprimido”, esclarece Guerra.

Para o fechamento dos dois primeiros pisos utilizou-se alvenaria convencional com bloco de cimento e pinturas claras para evitar o aquecimento. No último piso foi utilizado painel Isotérmico. “Já usei em outros shoppings, pelo isolamento térmico e acústico e a praticidade de execução. É um material que pode ser usado para fazer todo o fechamento de um shopping. Tenho feito indústrias com ele e internamente já uso em divisórias de câmaras. A cobertura é com telha trapezoidal com painéis de poliuretano”, finaliza o arquiteto.

O primeiro a utilizar piso radiante em toda a área de mall

O shopping RioMar Recife já inovara ao utilizar cerca 4 mil m2 de piso radiante. O Paulista Shopping, por sua vez, utilizou o recurso em toda a área do mall. O resultado foi que o sistema de insuflação de ar primário para as vigas frias foi suficiente para fazer a climatização do mall. O sistema de ar de recirculação foi usado apenas na área muita envidraçada, junto à casa preservada, como um complemento, mas tratado em processo de resfriamento sensível em condicionadores tipo fan coil. “Na praça de alimentação também existe piso radiante, sendo que o complemento não é feito por viga fria pois o projeto não permitia isso, a não ser que as vigas fossem aparentes; nesse caso o ar é recirculado através de difusores de longo alcance em dois vãos opostos e com retorno perpendicularmente a esses vãos em dois pontos centralizados principais”, explica Francisco Dantas, diretor da Interplan Planejamento Térmico Integrado, que desenvolveu o conceito de climatização do shopping.

Na produção da água gelada foi aplicado o mesmo conceito constante nos últimos projetos da Interplan. “Nós trabalhamos com o processo de produção de água em três temperaturas, que são 4ºC, 10ºC e 14ºC, com retorno entre 18ºC e 19ºC. E a utilização das unidades de tratamento de ar externo e do ar de desumificação para complementar a capacidade de retirada de umidade com três serpentinas e uma serpentina de reaquecimento. A água para a serpentina de reaquecimento vai a 18ºC, como se saísse do primeiro estágio de resfriamento, e, como ela vai para fazer o reaquecimento do ar de desumidificação, que é levado até 6ºC e depois reaquecido para 13ºC, faz com que essa energia térmica seja devolvida à água gelada num patamar mais alto. Então a água que estaria entre 18ºC e 19ºC, fica em torno de 14ºC a 15ºC, numa temperatura ideal para tratar as cargas das vigas frias e do piso radiante”, continua Dantas.

Francisco Dantas, o projetista, e Fernando Guerra, o arquiteto

A rigor a produção se dá em três temperaturas e o consumo também em três temperaturas, praticamente equivalentes. Não existe um sistema de bombeamento levando água a 14ºC no secundário. Existe o sistema de bombeamento levando água a 4ºC que, depois de passar pela serpentina de resfriamento profundo para desumidificação, sai a 10ºC, misturando-se com o sistema de água que vem do sistema de bombeamento secundário de média temperatura a 10ºC. “Esta quantidade de água para fazer o tratamento é levada para a temperatura de uso no frio radiante não por uma mistura com água de retorno, nem passando num trocador de calor que a faria perder a qualidade exergética. Ela é utilizada em uma carga que, depois de beneficiada, termina resultando na temperatura de 14ºC ou 15ºC via serpentina de reaquecimento. Reaquecimento entre aspas, pois não tem calor externo jogado ali. É calor dentro do próprio ciclo do ar climatizado com o sistema de água gelada produzido no sistema de refrigeração”, esclarece o consultor.

O tratamento do ar de renovação tem processo de recuperação de energia com ar de expurgo, através de rodas entálpicas passivas que tiram aproximadamente 65% da carga térmica do ar externo até chegar a um ponto de neutralidade com o ambiente. A partir daí o restante de entalpia, os outros 35%, é feito pelo primeiro estágio do resfriamento do ar externo com a água gelada a uma temperatura de 10ºC, ou até abaixo disso; ele vai além da neutralidade, até conseguir um ponto de orvalho de 14ºC. “Tudo isso é feito no estágio mais alto de temperatura de refrigeração.  A partir daí entram os outros processos até alcançar um ponto de orvalho de 6ºC. Isso dá uma margem de umidade absoluta da ordem de 3 a 4 gramas de vapor d´água por quilo, que multiplicado pela vazão de ar dessas unidades de desumidificação faz o controle da umidade interna, vencendo a carga latente gerada no interior sem precisar recorrer aos processos de ar de recirculação, com resfriamento sensível, que neste shopping são em pequena quantidade por conta da solução geral para o mall, principalmente levando em consideração os pisos 1 e 2, já que a parte de recirculação está limitada ao terceiro piso, onde fica a praça de alimentação, e o grande atrium, que pega a fachada envidraçada”, continua Dantas.

Luis Carlos Padilha, diretor da Arclima

Assim, a grande diferença do Paulista para outros centros comerciais projetados pela Interplan é que todo o piso do mall é radiante. A insuflação do ar primário que vai para as vigas frias é com o propósito de desumidificar e renovar o ar do ambiente. O ar primário das vigas frias não é só ar exterior; é ar exterior mais ar de desumidificação elevado até o mesmo ponto de orvalho do ar exterior, ou seja 6ºC, pois é mais econômico energeticamente fazer isso com o ar do próprio ambiente, já seco, do que pegar o ar exterior. O ar de renovação tomado no exterior sofre o processo de tratamento inicial na unidade de recuperação de energia e o restante é feito por processo mecânico.

Na praça de alimentação a combinação do piso radiante com os difusores de alta indução resultou em cerca de 58% de redução na vazão de ar vindo das unidades de tratamento de ar de recirculação, caso o sistema fosse todo ar. Ao contrário, por se tratar de um sistema ar-água, com o frio radiante feito no piso e através de um processo de água, utiliza-se um tubo de uma polegada de diâmetro para transportar a mesma quantidade de energia, a ser trocada com o ambiente, que exigiria um duto de 45 centímetros num sistema todo ar.

“Fazendo o processo de vigas frias e piso radiante, mesmo deixando o restante daquelas máquinas de recirculação para um sistema 100% de resfriamento sensível, que requer maior vazão de ar, o resultado que temos encontrado é que a quantidade de unidades de tratamento de ar cai pela metade. Onde seriam necessárias 2 mil toneladas de refrigeração é possível fazer com mil toneladas nominais de refrigeração. Em termos de consumo de energia há uma redução em torno de 40%. Isto implica em redução à metade das unidades de tratamento de ar”, complementa Dantas.

 O diretor da Interplan, ainda que considerando a importância da economia de energia nos sistemas radiantes, não reduz as vantagens da tecnologia a este fator. Ressalta o barateamento e a facilidade na manutenção, exemplificando com a instalação do Salvador Norte Shopping que, em 5 anos de funcionamento, não exigiu manutenção. Assim como no RioMar Recife, com 3 anos, e no RioMar Fortaleza que funciona há um ano, além das ampliações no Guararapes Shopping.

Mas, frente à experiência adquirida no projeto de sistemas radiantes, Dantas acrescenta uma outra vantagem, para ele fundamental. Trata-se das condições de conforto térmico que a tecnologia proporciona. “Não tenho dúvida alguma que a condição de conforto térmico no ambiente é totalmente diferente. Não existem os grandes diferenciais de temperatura, são pequenos diferenciais; as vigas frias recebem uma unidade de vazão de ar e entregam cinco unidades de vazão de ar. Insuflam entre 19ºC e 20ºC, quase à temperatura de conforto. As vigas frias, se bem dimensionadas, insuflam a baixa velocidade, eliminando aquele fluxo que se percebe diante de uma unidade de recirculação de ambiente, fancolete ou split, que chega a um metro por segundo de velocidade, o que, pelo efeito brisa, já significam cinco graus de resfriamento. Se consideramos que 92% do custo de um edifício corporativo ao longo de sua vida útil é de salários, veremos o quanto um sistema que ofereça o máximo de conforto pode trazer de economia pelo efeito produtividade ”, enfatiza.

Outro grande avanço apontado por Dantas foi a assimilação pelo mercado instalador. Nos primeiros projetos, conta ele, era obrigado a dar atenção máxima, tanto na fase de concepção, quanto de execução. No projeto do Paulista, seu envolvimento foi muito menor, em ambas as etapas. A empresa responsável pela instalação já possuía know how suficiente para executar a obra.

Fato corroborado por Leitão, da Arclima. “Para viabilizar o piso radiante, ao invés de comprar o pacote completo como fizemos no RioMar Recife, compramos um pedaço de cada fornecedor. Como já conhecíamos a tecnologia e sua composição, como isolamento, barreira de vapor, fixação do tubo e válvulas, além do próprio tubo, compramos cada parte para montar na obra, reduzindo em 1/3 do valor inicial. Obviamente contamos com a assessoria da empresa que nos vendeu as mangueiras e nos deu o caminho para chegar aos demais fornecedores.”

Algumas outras tecnologias de instalação foram incorporadas ao shopping. Além de válvulas de balanceamento, elemento crucial para o bom funcionamento de sistemas radiantes, e de tanques de pressurização de água, parte das tubulações de água gelada foram executadas em PPR. Para evitar a solda, foram usadas conexões rápidas. A decisão visou unificar os sistemas de água pluviais, combate a incêndio e água gelada, visando facilitar a manutenção no futuro. Mas também no sentido de tornar mais limpo e ágil o processo da obra. Fato atestado por Newton da Franca Prestelo Neto, gestor da obra, que observa que “ao carregarmos o sistema, este estava absolutamente limpo, sem resíduos ou sujidades.”

Ronaldo Almeida - ronaldo@nteditorial.com.br

Principais fornecedores

Projeto de arquitetura: F Guerra Arquitetura e Design

Projeto do ar condicionado: Interplan Planejamento Térmico Integrado

Sistema de ar condicionado e da automação : Arclima Engenharia

Chillers e UTAs: Midea Carrier

Vigas frias e difusores de ar:  Trox

Torres de resfriamento: Alfaterm

Tanques de termoacumulação: Sesa Engenharia

Válvulas de controle e balanceamento e tanques de pressurização: IMI/TA

Conexões ranhuradas: Alvenius Equipamentos

Isolamento térmico: Armacell e Polipex

Dutos: Arcoduto

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