Água
Soluções simples evitam gastos com sistemas hidráulicos
construtoras e instaladoras optam pela padronização das instalações hidráulicas
postado em: 23/05/2011 15:49 h
Tubos em PPR para condução de água quente e fria

Da Redação

Algumas soluções têm sido adotadas para reduzir custos de operação e facilitar o funcionamento de sistemas hidráulicos. Marcelo Rulli, do Grupo Dema, explica que as construtoras e instaladoras estão optando pela padronização das instalações hidráulicas, permitindo desta forma a montagem de kits hidráulicos. "Esses kits mesclam diferentes tipos de materiais e seguem para a obra já montados, embalados e identificados. Estão sendo fornecidos como serviço pelas indústrias, desta forma possuindo garantia do sistema. Os kits facilitam o trabalho de conferência no momento de recebimento e triagem na obra, além de grande otimização de tempo, espaço e pessoal na sua instalação", afirma.

Outra solução adotada pelas construtoras, diz Rulli, é retirar as instalações de dentro da parede através da utilização do shaft fechado com parede tipo dry wall, e as tubulações de esgoto e água sobre a parede, em que pode ser utilizada uma peça chamada carenagem ou o próprio dry wall, para realizar o acabamento. "Com esta solução, as construtoras estão reduzindo o retrabalho gerado pela quebra de alvenaria para embutir as tubulações e posterior fechamento. Desta forma, não há quebra e nem resíduo na obra, reduzindo mão-de-obra, aumentando a qualidade e agilidade dos serviços".

Em resumo, Rony do Amaral Júnior, engenheiro da área de relacionamento da Amanco Brasil, afima que as construtoras estão buscando produtos inovadores que possuam como atributos o custo e a qualidade, com tecnologia que facilite sua instalação. Ele cita como exemplo os produtos em PPR para condução de água quente e fria, feitos de tubos e conexões unidos molecularmente pelo processo de termofusão, o que evitaria, assim, o risco de vazamentos nas suas juntas. "Quando falamos em redução de custos, também não podemos deixar de citar a palavra treinamento. As construtoras estão cada vez mais procurando profissionais qualificados, deixando os denominados 'gatos' do lado de fora. As poucas construtoras que ainda não se encaixam dentro deste perfil acabam tendo sérios problemas com o retrabalho e manutenção.  Um serviço bem executado não requer manutenção corretiva, gerando economia na administração da obra e satisfação por parte dos usuários", acrescenta. Amaral Júnior cita a parceria da Amanco com o Senai, que tem como objetivo principal formar instaladores hidráulicos. O curso é ministrado em 165 cidades diferentes.

 

Procedimentos

Sobre a manutenção de sistemas hidráulicos prediais, alguns procedimentos indispensáveis devem ser adotados. Antes de pensar nisso, no entanto, Marcelo Rulli destaca a importância de se partir de soluções de gestão, qualidade nos materiais e qualificação da mão-de-obra durante a execução da obra, para que durante os anos de serviço do edifício não haja manutenções. "Porém, em casos de acidentes, ocasionados, por exemplo, pelo morador, como um furo na tubulação, os novos materiais utilizados permitem a substituição da tubulação com facilidade (materiais como PE-RT e PE-X), ou o simples conserto através de um bastão para fechar o furo, através de um processo similar ao conserto de um furo de pneu de carro sem câmera (material PPR)", explica. Outra facilidade citada pelo profissional do Grupo Dema são as tubulações aparentes, que permitem o acesso de forma rápida sem a quebra de paredes, pisos, entre outros.

Amaral Júnior explica que existem dois tipos de manutenção hidráulica:

- Manutenções preventivas -  exigidas por norma (por exemplo, NBR 5626/1998: Instalação predial de água fria; NBR 7198/1993: Projeto e execução de instalações prediais de água quente e NBR 8160/1999: Sistemas prediais para esgoto sanitário - Projeto e execução) e normalmente executadas pelas equipes de manutenção.

- Manutenções corretivas - neste caso, deve-se sempre procurar serviço de um profissional ou empresa qualificada. É importante que a empresa ou o profissional escolhido sejam reconhecidos no mercado, adotem procedimentos condizentes com as normas técnicas de produtos, aplicações e também de saúde e segurança. É fundamental que o registro geral esteja fechado enquanto é aguardada a chegada deste profissional. Este procedimento poderá evitar maiores danos ao sistema hidráulico e até mesmo o consumo excessivo de água.

 

Relação profissional

A relação entre o fornecedor, projetista hidráulico, cliente e responsáveis pela gestão do edifício desde a fase de projeto é outro aspecto destacado. Marcelo Rulli afirma que as empresas fornecedoras de material devem manter sempre atualizados os projetistas e construtoras, para que os novos produtos façam parte do projeto inicial, desta forma facilitando a aplicação pelo instalador. "Alterações de materiais que tenham impacto na geometria da distribuição das tubulações durante a execução da obra, geralmente trazem muitos problemas de execução e também futuras patologias, devido a desvios não previstos e cruzamentos com outros sistemas, o que causa maiores manutenções durante a utilização do edifício", explica.

Anderson Moraes, coordenador de produtos - linha predial da Amanco Brasil, afirma que a interface entre projeto e execução deve estar bem alinhada. "Desse modo, é possível evitar  prejuízos futuros, quando a correção do problema pode ser muito mais difícil e onerosa", diz. "Um bom dimensionamento deve ser claro, com lista detalhada dos materiais que serão utilizados e detalhes de execução que sejam de fácil entendimento não apenas do projetista, mas, principalmente, dos profissionais que especificarão os produtos, evitando a busca de fornecedores desqualificados, e dos profissionais que executarão a obra, neste caso, os instaladores hidráulicos", conclui.

 

Testes para verificação de vazamentos

Rony do Amaral Júnior, da Amanco, lista alguns testes que podem ser úteis para detectar vazamentos:

 

Hidrômetro

Passo 1: Confira o relógio de água (hidrômetro).

Passo 2: Deixe todos os registros internos da residência abertos (normalmente esses registros são instalados nas paredes de banheiros, áreas de serviço e, em alguns casos, na cozinha).

Passo 3: Feche bem todas as torneiras, desligue os aparelhos que usam água e não utilize os sanitários.

Passo 4: Anote o número que aparece ou marque a posição do ponteiro maior do hidrômetro.

Passo 5: Depois de uma hora, verifique se o número mudou ou o ponteiro se movimentou.

Passo 6: Se isso aconteceu, há algum vazamento na casa.

 

Tubos alimentados diretamente pela rede pública

Passo 1: Feche os registros. Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede pública (pode ser a do tanque, se for o caso) e espere a água parar de sair.

Passo 2: Coloque imediatamente um copo cheio de água na boca da torneira.

Passo 3: Caso haja sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no tubo alimentado diretamente pela rede.

 

Tubos alimentados pela caixa d'água

Passo 1: Feche todas as torneiras da casa alimentadas pela caixa d'água e não utilize os sanitários.

Passo 2: Feche bem a torneira de boia da caixa d'água e verifique, após uma hora, se ela baixou.

Passo 3: Em caso afirmativo, há vazamento na tubulação alimentada pela caixa d'água.

 

Caixa d'água

Passo 1: Feche o registro de saída do reservatório e a torneira.

da bóia. Marque no reservatório o nível da água e, após uma hora, verifique se ele baixou.

Passo 2: Se isso ocorreu, há vazamento nas paredes do reservatório ou nas tubulações de alimentação da caixa d'água ou na tubulação de limpeza.

 

Vaso sanitário

1. Jogue cinzas (de cigarro, por exemplo) no fundo do vaso sanitário.

2. Se ela ficar depositada no fundo do vaso, ele está livre de vazamentos.

3. Se houver movimentação, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga.

Compartilhe essa matéria !
Deixe seu Comentário !


Seu nome:
 
Seu e-mail:
 
Mensagem:




Comentários