
Os seis edifícios estão voltados para ampla área aberta
(crédito: Frederic Larson)
Por David Sokol
Em setembro, alunos e professores começaram a se mover no interior das 123 unidades habitacionais no campus Davis da Universidade da Califórnia. Os seis edifícios, com vista para um espaço central aberto, e que incluem 12.800 metros quadrados de lojas no piso térreo, fazem parte da primeira fase do West Village, o maior projeto net-zero-energia dos EUA.
Não que estes primeiros inquilinos tenham necessariamente notado a conquista. Com exceção da instalação fotovoltaica em forma de dentes de serra nos telhados, o projeto do Studio E Architects para os edifícios de uso misto de quatro andares tem muito em comum com a configuração tradicional dos campi.

A energia fotovoltaica foi exaustivamente explorada
(crédito: Frederic Larson)
O diretor do Studio E, Eric Naslund, explica que chegar ao zero net energia significava aderir à "clássica estratégia de reduzir diretamente as cargas o mais drasticamente possível, incluindo a geração necessária para atender às cargas reduzidas." A empresa sediada em San Diego trabalhou com a consultoria local Davis Energy Group para modelar as características de eficiência e de geração de energia de modo a atingir o balanço energético com o menor payback possível.
Para maximizar a eficiência, a equipe de projeto centrou-se na envoltória do edifício. A aplicação de uma camada de isolamento rígido levou o envelope de estrutura de madeira a ultrapassar dramaticamente as normas do Título 24, com pouco gasto adicional, por exemplo. Naslund observa que fachadas ventiladas foram instalados nas elevações sul e oeste de cada um dos edifícios. Tal como acontece com o isolamento, "este é o tipo de detalhamento que ninguém saberia como fazer. Usamos um metal simples ondulado. "
O gerente do projeto, Tilly Whitehead, aponta que as janelas e varandas nos apartamentos voltados para as faces leste e oeste incluiram dispositivos em forma de L, cujo tamanho e angulação objetivam fornecer sombreamento para evitar a incidência direta do sol da manhã e da tarde, impedindo-o de penetrar no interior.
O modelo energético trouxe algumas surpresas. Originalmente, o Studio E tinha assumido que seria necessário especificar aquecimento solar de água para o West Village, e que os painéis fotovoltaicos no telhado por si só não poderiam produzir eletricidade suficiente para atender a demanda. Mas usando a experiência de um dos seus premiados projetos concluídos em Chula Vista, Califórnia, foram criados balanços de cerca de 1,80 metro de profundidade na face sul para maximizar a exposição solar. Como Naslund afirma, tanto no West Village, quanto no High Tech High de Chula Vista, o telhado em balanço é essencialmente destinado a criar uma oportunidade para os painéis fotovoltaicos. E ao fazê-lo, cria cobertura fotovoltaica suficiente para uma bomba de calor elétrica fornecer toda a água quente. A eletricidade excedente retorna para a rede.
Naslund diz que a equipe de projeto tinha modelado outras estratégias de telhado com efeito menos vantajoso. O campus Davis da UC beneficia-se do consistente Delta Breeze, de modo que a introdução de ventilação natural cruzada através de monitores no telhado parecia o mais lógico. No entanto, os cálculos mostraram que a densidade de ventilação do edifício em vários níveis não teria diminuído o consumo de energia tanto quanto um telhado totalmente coberto por painéis fotovoltaicos poderia aumentar sua produção.
Em vez disso, os projetistas usaram uma chaminé térmica no sétimo edifício desta primeira fase do West Village. Esta é a principal característica da estrutura de 4.500 metros quadrados que abriga o complexo de escritórios, o ginásio e espaços comunitários. A configuração interna do mezanino permite, naturalmente, todos os tipos de movimentos de ar através dele, de acordo com Whitehead. “E como o teto se inclina para o sul para a iluminação natural, termina por se criar um alto ponto natural para a exaustão do ar quente."
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Do Green Source