Energia
Esplanada dos Ministérios: um novo alvo do programa Procel EPP
Programa quer incorporar conceito de eficiência energética na gestão pública
postado em: 10/02/2012 09:28 h
Esplanada dos ministérios é alvo preferencial do programa
(crédito: Divulgação)

Pedro Aurélio Teixeira, para o Procel Info

 
Com 5.562 municípios espalhados por 26 estados, o poder público viu a necessidade de incorporar à gestão o conceito de eficiência energética em edificações públicas. Hospitais, escolas e prédios administrativos cada vez mais precisam se adequar ao consumo consciente de energia. Assim, o Procel EPP, criado em 1997, visa colaborar com o governo federal na redução dos gastos com energia elétrica nas instalações prediais públicas.
 
De acordo com Maria Teresa Silveira, gerente da Divisão de Eficiência Energética em Edificações do Procel, o objetivo do projeto, que pode ser executado em qualquer edificação pública, é que sejam repetidas pelas esferas do poder público experiências apresentadas pelo programa. "O viés do Procel EPP é fazer projetos de demonstração que sejam replicados nos demais níveis da administração pública. A ideia é que, naquele prédio público que teve um trabalho do Procel EPP, as ações de eficiência energética implementadas se perpetuem", explica.
 
"O Procel passou por um processo de reestruturação de 2008 a 2011. Com isso, foram desenvolvidas novas ferramentas de gestão e elaborada toda uma documentação para facilitar o acesso dos administradores públicos ao programa", relata Clóvis José da Silva, engenheiro integrante do Procel EPP. Segundo ele, a consulta ao Procel se dá diretamente ou por contato eletrônico através do site do programa. É feito um trabalho de disseminação da informação e de busca de recursos para a implementação de ações de eficiência energética.

Nessa reestruturação do programa, Maria Teresa Silveira conta que foi criado um manual de pré-diagnóstico para que a própria equipe do órgão público possa elaborar o diagnóstico energético. "O manual tem parâmetros de economia de energia e de ganhos com as ações de eficiência energética. Com esse pré-diagnóstico, é possível apresentar a Eletrobras um plano de trabalho de avaliação para viabilidade do projeto", conta.
 
A execução do programa é baseada em ações como troca de equipamentos e capacitação dos agentes envolvidos. Clovis José da Silva conta que não há como desenvolver o projeto sem abordar todas as ações. "Não há como fazer apenas a troca de equipamentos elétricos ou iluminação. Há a capacitação também, pois trata-se de um conjunto," salienta o engenheiro. O forte das ações concentra-se nos sistemas de iluminação e climatização, sempre acompanhadas de campanhas de sensibilização para a temática da eficiência energética.
 
Maria Teresa Silveira conta que o foco das atenções do Procel EPP será um projeto piloto feito na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, através de uma parceria com os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Planejamento. "Está prevista a elaboração de diagnósticos da situação atual das edificações da Esplanada, identificando as ações que poderão ser implementadas, capacitando os administradores públicos e disponibilizando ferramentas de gestão", conta.
 
De acordo com a gerente da divisão, o Procel EPP quer complementar sua atuação, etiquetando os prédios públicos. A arquiteta adianta como quer desenvolver o projeto. "A ideia é avaliar as edificações públicas de acordo com o Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas - RTQ-C, documento publicado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), que possibilita a outorga da Etiqueta Procel Edifica/Inmetro, e assim fazer todas as ações que vínhamos realizando, mas etiquetando o prédio no final", conclui.

A preocupação com o consumo consciente de energia na administração pública começa a ganhar uma série de exemplos. Um deles é a parceria que a Eletrobras Distribuição Alagoas fez, no ano passado, com a prefeitura de Arapiraca (AL) para eficientização dos prédios públicos da cidade, priorizando os que estão mais ligados à sociedade, como as escolas. Segundo Marcelo Ximenez, gerente da assessoria de eficiência energética da distribuidora, existe um contingente grande de prédios que podem participar do programa.

"A grande maioria dos prédios que a gente encontra, principalmente no interior do estado, está em situação precária, além de os equipamentos serem ineficientes em questão de iluminação e climatização", observa. O programa de redução de consumo em prédios públicos da distribuidora alagoana conseguiu uma redução de 80 MWh por ano.

Compartilhe essa matéria !
Deixe seu Comentário !


Seu nome:
 
Seu e-mail:
 
Mensagem:




Comentários