Água
As causas das patologias de sistemas hidráulicos
Problemas decorrem de falhas de projetos, falhas de execução e utilização incorreta
postado em: 14/08/2012 19:26 h atualizado em: 14/08/2012 19:27 h
Excesso de aperto
(crédito: Fotos: Divulgação Amanco)

 

O primeiro passo para o dimensionamento e boa execução de uma instalação hidráulica é o planejamento. A contratação de um técnico qualificado (engenheiro ou projetista) é o principal fator para a elaboração de um projeto de instalação hidráulica seguro. Outro cuidado que se deve ter é a escolha de produtos que atendam às especificações normativas e de projeto.

Um dimensionamento mal feito pode trazer como consequência soluções improvisadas e antieconômicas na realização de reparos indesejáveis.

Quando um projeto é feito, o funcionamento dele é calculado com base no material considerado. Se for escolhido um material diferente, é importante perguntar ao profissional responsável se o desempenho do sistema se manterá com a alteração de material, e, se sim, solicitar que o sistema seja reavaliado para comportar o novo material.

As principais patologias do sistema podem ser decorrentes de falhas de projetos, falhas de execução, falhas de produtos, utilização incorreta e até mesmo armazenagem e manuseio errados.

Uma instalação bem feita não poderá conter tensionamentos que, com o tempo, causam fissuras, sobretudo nas conexões.

Pressões e temperaturas elevadas, acima dos limites de serviço das tubulações, também devem ser evitadas, assim como as sobrepressões (Golpe de Aríete), outra variável comum em instalações mal feitas e que resultam em prejuízos com reparos indesejáveis.

Outro aspecto que deve ser obedecido se refere à correta execução dos diversos tipos de juntas que fazem a união entre tubos e conexões, já que a junta é o ponto mais suscetível a vazamentos quando mal executado.

Junta soldável, junta roscável, junta elástica e junta por termofusão são as principais existentes nas instalações prediais de água fria, água quente e esgoto.

Também podem ser citados como exemplos de patologias:

- Rompimentos por excesso de aperto: normalmente ocorrem no acoplamento de peças roscáveis, como por exemplo, a conexão de uma torneira ou registro em uma conexão soldável com bucha de latão. Neste tipo de situação, é muito comum que o rompimento não aconteça de imediato, mas sim ao longo do tempo, devido à fadiga do material causada pelo tensionamento provocado pelo aperto excessivo.

- Rompimentos por impacto: o manuseio incorreto dos produtos pode levá-los a sofrer impactos indesejados que provoquem trincas ou fissuras nos mesmos, muitas vezes imperceptíveis e que só são identificadas quando o produto já está instalado e em uso, causando grandes transtornos no futuro.

- Excesso de adesivo plástico: ao contrário do que muitos imaginam, o excesso de adesivo plástico na execução de juntas soldáveis pode comprometer a eficiência do sistema. Os solventes que existem na formulação dos adesivos plásticos, quando em excesso, atacam a camada externa do PVC comprometendo suas propriedades de rigidez.

- Espaçamento errado entre apoios: as tubulações devem obedecer a um correto espaçamento entre apoios, visando-se evitar flechas excessivas, as quais podem ocasionar problemas, como vazamentos, interrupções e, consequentemente, manutenções onerosas.

Excesso de adesivo

 

A utilização de produtos normatizados também é fundamental, já que produtos fora da norma podem causar prejuízos decorrentes de vazamentos, infiltrações ou até mesmo contaminações (no caso das tubulações de esgoto, por exemplo). O cliente precisa se preocupar principalmente com a qualidade do produto, que pode ser verificada por empresas que produzem de acordo com a norma brasileira (NBR) e têm seus produtos qualificados no Programa de Garantia de Qualidade (PBQP-h). Este programa existe para tubos e conexões de água fria e esgoto, caixas d’água e eletrodutos.  Para água quente, há uma norma para o produto PPR que foi publicada em 2010, porém ainda não existe um programa de garantia de qualidade específico. Para tanto, o melhor é se basear em marcas renomadas que têm o compromisso com a qualidade de produtos, como a Amanco.

A interface entre projeto e execução deve estar bem alinhada, pois, caso contrário, pode causar prejuízos futuros, quando a correção do problema pode ser muito mais difícil e onerosa.

Um bom dimensionamento deve ser claro, com lista detalhada dos materiais que serão utilizados e detalhes de execução que sejam de fácil entendimento não apenas do projetista, mas, principalmente, dos profissionais que executarão a obra, neste caso, os instaladores hidráulicos.

A instalação de tubos e conexões deve ser executada por profissionais capacitados, que dominem a aplicação do produto e conheçam as normas de aplicação. Algumas dicas para se conseguir bons encanadores é perguntar ao profissional se ele tem cursos profissionalizantes, como o que a Amanco possui em parceria com o Senai, se ele participa de palestras de aperfeiçoamento e, claro, se ele tem referências que o cliente possa consultar. Um bom instalador hidráulico é aquele que possui conhecimento técnico completo para realizar um trabalho superior: conhece tudo sobre materiais e instalação, sabe preparar um orçamento de maneira clara, evitando custos e sobras de materiais indesejáveis, tem cuidado com a residência do seu cliente e compreende a importância de não desperdiçar água e os demais materiais utilizados na obra.

Anderson Moraes - Engenheiro civil formado pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), com MBA em Marketing. Coordenador de Produtos da Mexichem Brasil para as marcas Amanco e Plastubos.

 

 

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