Escolha é um dos fatores mais críticos para o desempenho da instalação, influenciando o fluxo de ar e impactando a perda de carga

O sucesso de qualquer projeto de AVAC começa com a compreensão detalhada da aplicação e a estrita adesão às normas e regulamentações. Cumprir esses parâmetros não é apenas uma questão formal, mas a base para garantir segurança, conforto e, principalmente, eficiência energética do sistema. Soluções como o duto MPU, por exemplo, foram desenvolvidas para atender consistentemente a essas exigências em sistemas de conforto, ventilação mecânica e TAE (Tomada de Ar Externo), oferecendo confiabilidade e conformidade.

Nesse contexto, a escolha do duto correto é um dos fatores mais críticos para o desempenho da instalação. Características como o formato influenciam diretamente o comportamento do fluxo de ar, impactando a perda de carga e, consequentemente, o consumo de energia. No entanto, quando ampliamos nossa perspectiva sobre o uso racional de energia, percebemos que a discussão vai além do que acontece dentro da instalação.

É essencial considerar toda a cadeia de vida do produto. Desde a energia gasta para conformar uma chapa metálica, produzir o isolamento térmico e fabricar componentes, até o transporte para a obra e a instalação final. Portanto, selecionar o duto mais adequado envolve analisar não apenas seu desempenho operacional, mas, também, o impacto energético e ambiental em toda a sua jornada.

Estratégias práticas

O planejamento minucioso é o maior aliado na redução de desperdícios. Um projeto bem elaborado, que considere o melhor aproveitamento dimensional dos dutos, evita cortes desnecessários e otimiza o consumo de materiais. A escolha do material também é crucial. O MPU, fabricado em faixas, permite unir trechos com perdas inferiores a 10%. Recursos como cortes industrializados para dutos octogonais garantem maior precisão e minimizam sobras.

A sequência de montagem é outro pilar da eficiência. Instalar os dutos antes das linhas elétrica e hidráulica agiliza o processo e evita retrabalhos. A possibilidade de fabricar dutos diretamente em campo, produzindo a peça exata na sequência correta da obra, reduz significativamente os desperdícios e acelera a instalação. Além disso, a opção por materiais mais leves e autoportantes permite a montagem de trechos maiores em menos tempo, refletindo diretamente na qualidade e no prazo do projeto.

Isolamento térmico

O isolamento dos dutos tem um duplo impacto: na eficiência energética e no controle de condensação. Em países tropicais como o Brasil, o controle da condensação é frequentemente o desafio mais significativo. Ao dimensionar o isolamento para atender a esse critério, a eficiência energética do sistema geralmente é automaticamente contemplada. É um alerta importante: escolhas equivocadas de isolantes podem atender à eficiência, mas falhar no controle da condensação, comprometendo a durabilidade da instalação.

Materiais com baixa condutividade térmica, como o poliuretano (base do MPU), são altamente indicados. Eles permitem dutos mais leves, com menor espessura e reduzido risco de condensação, resultando em sistemas mais eficientes e com menor desperdício de energia.

Já em aplicações críticas de segurança ocupacional, como exaustão de gordura em cozinhas industriais e pressurização de escadas de incêndio, o foco muda radicalmente. A legislação exige resistência ao fogo por até duas horas, demandando o uso de isolantes específicos, como fibra cerâmica ou lã de rocha.

Em resumo, a busca pela excelência em projetos de AVAC passa por uma visão integrada que considera desde a seleção inteligente dos materiais e o planejamento cuidadoso até a execução otimizada na obra. Dessa forma, é possível entregar sistemas que não apenas funcionam, mas que o fazem com máxima eficiência, sustentabilidade e segurança.

Maurílio Oliveira, engenheiro de aplicação e novos negócios da Multivac

 

Veja também:

Estratégias avançadas para a sustentabilidade no AVAC-R

Caminhos para reduzir consumo em sistemas de ventilação e distribuição do ar

Dutos: aplicações e recomendações

Bombeamento pode contribuir para a otimização energética e hídrica

Estratégias para redução do consumo de água

Novos parâmetros de eficiência para edificações com balanço energético nulo

Tags:, ,

[fbcomments]