Sensação de que o ar-condicionado “faz mal” pode ser reforçada pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem renovação de ar

A ainda subsiste em parcelas da sociedade uma percepção de que o ar-condicionado “faz mal”. Esse mito pode ser atribuído principalmente à falta de informação e a associações incorretas entre o uso do ar-condicionado e problemas de saúde. Isso ocorre, em grande parte, devido à falta de projeto realizado por profissionais gabaritados, ao uso inadequado ou à manutenção deficiente dos sistemas. Ventilação inadequada, filtros sujos ou mau dimensionamento do sistema, falta de controle de temperatura e umidade, podem agravar esses problemas. Além disso, a sensação de que o ar-condicionado “faz mal” pode ser reforçada pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem renovação de ar.

Para garantir que as instalações de climatização proporcionem saúde e conforto, é fundamental seguir boas práticas de projeto, instalação e manutenção. Alguns cuidados essenciais incluem:

– Filtragem eficiente: utilização de filtros de ar de alta qualidade que removem partículas e alérgenos, atendendo as normas ABNT, para cada ambiente. É importante, também, os fabricantes fornecerem certificados que comprovem a eficiência dos filtros, ter métodos de fabricação automatizados, que tornam as construções com muita qualidade, reduzindo perdas de carga, observem a rigidez mecânica e os vários estágios de filtragem na mesma unidade de tratamento de ar.

– Manutenção regular: limpeza dos filtros, serpentina e drenagem para evitar acúmulo de sujeira, mofo e bactérias. Utilização de emissores UV podem eliminar biofilmes entre as aletas de serpentinas de resfriamento, melhorando a qualidade do ar.

– Ventilação adequada: garantir que o sistema de climatização também possibilite a troca de ar externo, prevenindo o acúmulo de CO₂ e outros poluentes internos.

– Controle de umidade: sistemas de ar-condicionado bem projetados ajudam a manter a umidade relativa do ar em níveis adequados, evitando tanto a desumidificação excessiva quanto o favorecimento de fungos e bactérias.

Para garantir a qualidade do ar, é essencial que o ambiente tenha além dos itens citados acima, ofereça também conforto térmico, ou seja, temperatura dentro dos parâmetros confortáveis para as atividades que se realizam no local, qualidade do ar, garantindo circulação e renovação de ar adequadas, com níveis baixos de poluentes e controle de alérgenos, controle acústico, pois, ruídos excessivos, seja pela operação de sistemas de climatização ou de outros fatores, podem comprometer a produtividade e o bem-estar, além de uma boa iluminação que ofereça boa visibilidade sem excessos que possam causar desconforto visual.

O ar-condicionado, quando instalado e mantido adequadamente, conforme as recomendações já citadas, pode contribuir significativamente para a qualidade do ambiente, no entanto, reforçamos os pontos abaixo:

– Controle da temperatura: manter uma temperatura estável e confortável durante o ano todo, independentemente das condições climáticas externas.

– Purificação do ar: com filtros de alta eficiência, o ar-condicionado pode remover partículas como poeira, pólen e fumaça, melhorando a qualidade do ar.

– Controle de umidade: manter níveis ideais de umidade, o que é essencial para a saúde respiratória, prevenindo problemas como ressecamento da pele e mucosas.

– Redução de odores: sistemas modernos de climatização também podem ser equipados com tecnologias que ajudam a eliminar odores indesejáveis, mantendo o ambiente mais agradável.

Mesmo em instalações de split é possível resguardar a qualidade do ambiente interno, desde que esses sistemas sejam aplicados corretamente, em ambientes cujas características permitam sua instalação, e desde que algumas boas práticas sejam seguidas:

– Manutenção regular: limpeza frequente dos filtros (verificar a periodicidade conforme uso da instalação) e verificação do sistema de drenagem para evitar o acúmulo de umidade e mofo.

– Uso de filtros de alta eficiência: utilização de filtros capazes de capturar partículas pequenas, como pólen, ácaros e outras impurezas presentes no ar.

– Ventilação complementar: quando o sistema split não proporciona uma boa ventilação, pode ser necessário complementar com ventiladores de renovação de ar ou até sistemas de ventilação mecânica controlada (VMC) para garantir a troca de ar com o exterior.

– Controle da umidade: é importante que o sistema de climatização tenha a capacidade de controlar a umidade relativa do ambiente, especialmente em locais com clima quente e úmido.

Considerações finais

A climatização é fundamental para o conforto e a saúde em ambientes internos, desde que os sistemas sejam adequados, bem projetados, construídos e mantidos. Um projeto de AVAC de qualidade, que contemple as necessidades de ventilação, controle de temperatura e purificação do ar, contribui não só para o bem-estar físico das pessoas, mas também para o aumento da produtividade e redução de problemas respiratórios. O uso do ar-condicionado, quando feito de forma responsável, não só melhora a qualidade do ambiente, mas também pode ser um aliado na promoção de saúde, desde que a instalação seja acompanhada de uma boa manutenção e práticas de controle ambiental.

Carlos Raimo

Felipe Niza Cruz da Silva

 

 

 

 

 

 

Carlos Raimo e Felipe Niza Cruz da Silva da engenharia de aplicação da Trox do Brasil

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