Mesa-redonda “Clima em transformação”

A 19ª edição do Conbrava deu espaço ao debate climático com a realização inédita da mesa-redonda “Clima em Transformação: Como o setor está respondendo às mudanças climáticas”. O encontro evidenciou o papel estratégico do setor AVACR na adaptação da sociedade aos extremos climáticos e na mitigação de emissões, conciliando conforto, saúde e segurança com a eficiência energética e a redução de impacto ambiental.

Coordenada por Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da Abrava, a mesa reuniu especialistas de diferentes áreas para analisar as transformações do setor sob uma perspectiva multissetorial. Participaram: Roberto Peixoto, professor e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Marcia Oleskovicz, assessora sênior da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Charles Domingues, presidente do Conbrava, e Pedro Nogueira, gerente executivo de engenharia e manutenção da rede Raia Drogasil.

Roberto Peixoto destacou a importância do Brasil na transição para fluidos de baixo impacto ambiental, em sintonia com o Protocolo de Montreal. Segundo ele, o país ainda convive com cerca de 2 bilhões de equipamentos que utilizam HCFCs e HFCs, o que exige rigor desde a fabricação até a manutenção e o descarte, sob risco de emissões adicionais de gases de efeito estufa.

Na sequência, Marcia Oleskovicz anunciou um estudo inédito da ABDI sobre a cadeia de valor dos setores de linha branca e ar-condicionado. Desenvolvido em parceria com o Senai Amazonas e o Senai Paraná, o levantamento mapeará fornecedores, componentes e gargalos — com destaque para compressores — criando uma plataforma digital de transparência e apoio estratégico à indústria brasileira.

O debate também trouxe a visão do presidente do Conbrava, Charles Domingues, sobre o uso racional da água no setor. Ele desmistificou a ideia de que torres de resfriamento representam desperdício, ressaltando que o tratamento adequado amplia suas possibilidades de reaproveitamento, além de destacar o caráter renovável do ciclo hídrico.

Já Pedro Nogueira apresentou a experiência da Raia Drogasil, que avança na descarbonização de sua área de climatização. Atualmente, 80% da rede de farmácias já opera conectada a usinas de geração distribuída, enquanto os centros de distribuição estão no mercado livre de energia. A empresa também migrou para o fluido R32 e, agora, trabalha para engajar fornecedores na reciclagem e regeneração de fluidos.

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